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Lula critica guerra no Irã, cobra ação da ONU e abusos nos combustíveis

Lula cobra atuação da ONU para frear a guerra no Irã e acusa abusos no mercado, com promessas de medidas para evitar alta de alimentos

O presidente Lula (PT). Foto: Sérgio Lima/AFP
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  • Lula afirmou que o governo vai agir para impedir que a guerra no Irã eleve o custo de vida no Brasil, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa em São Paulo.
  • O presidente criticou a alta dos combustíveis e apontou abusos no mercado, dizendo que alface, feijão e carne podem subir por conta da guerra.
  • Disse ter estudado medidas para conter preços, incluindo subsídio às importações, mas houve aumento nos preços na bomba.
  • Atribuiu a elevação a práticas abusivas e informou que o governo mobilizou a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons para investigar suspeitas de reajustes indevidos.
  • Em tom internacional, afirmou que cinco potências (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) deveriam atuar para evitar guerras, e criticou os gastos globais com armamentos, citando 2,7 trilhões de dólares no ano anterior.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira, 19, em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, que o governo atuará para evitar que os efeitos da guerra no Irã reajustem o custo de vida no Brasil. O discurso ocorreu no Expo Center Norte, com participação de prefeitos de diversos municípios.

O chefe do Executivo apontou abusos no mercado de combustíveis e citou a possibilidade de medidas para conter preços, incluindo propostas de subsídio às importações. Mesmo assim, registrou alta no preço de itens como combustível e alimentos, acima do esperado.

Lula atribuiu as elevações a práticas abusivas no mercado e disse que o governo mobilizou a Polícia Federal, a Receita Federal e o Procon para investigar reajustes indevidos, reforçando a atuação em defesa do consumidor. A fala também destacou a necessidade de cooperação internacional.

No plano internacional, o presidente criticou a condução dos conflitos pelas grandes potências e pediu uma atuação mais proativa do Conselho de Segurança da ONU para evitar guerras. Ele apontou desperdícios com gastos militares em contraste com problemas sociais globais.

O discurso foi proferido diante de representantes de mais de 30 ministérios, durante a Caravana Federativa, evento que aproxima o governo de estados e municípios, oferecendo serviços, orientação técnica e anunciando investimentos em saúde, habitação e infraestrutura.

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