- A União Europeia declarou apoio a Chipre para uma discussão aberta e franca com o Reino Unido sobre o status e o futuro das bases britânicas em Akrotiri e Dhekelia.
- As bases, território soberano britânico desde 1960, cobrem 256 km² e abrigam mais de 10 mil cidadãos cipriotas sob responsabilidade de Chipre.
- Com o aumento das tensões no Oriente Médio, houve temor de que as bases se tornem alvo do Irã, após drones usados pelo Hezbollah atingirem a pista de RAF Akrotiri em 2 de março.
- O Conselho Europeu aprovou, antes da cúpula, um texto que reafirma apoio aos países próximos ao Oriente Médio e confirma a intenção de Chipre iniciar a discussão com o Reino Unido, oferecendo assistência se necessário.
- Chipre, que preside a UE, disse que não negociará publicamente e manterá uma posição clara sobre o tema.
A UE prometeu apoio a Chipre em conversas sobre o futuro das bases britânicas em Akrotiri e Dhekelia, após o aumento das tensões no Oriente Médio. A declaração veio antes da cúpula da União Europeia, nesta semana.
O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, afirmou que deseja uma discussão aberta e franca com o governo britânico sobre o status das bases. Ele classificou o tema como consequência colonial, mas não indicou se quer o fechamento.
Ele lembrou que mais de 10 mil cipriotas vivem nas bases e que o governo tem responsabilidade sobre eles. Outra posição é que o país não negociará publicamente o tema, mantendo uma linha de negociação.
Contexto histórico das bases e operações
As bases de Akrotiri e Dhekelia somam 256 km² e mantêm soberania britânica desde 1960. O Reino Unido as utiliza como áreas de treino e pontes de apoio a operações na região.
Com o aumento do conflito no Oriente Médio, cresce a preocupação de que as bases possam se tornar alvo. Analistas apontam que o Irã tem histórico de contestação à presença britânica na região.
Um ataque com drone não tripulado, atribuído a um aliado do Irã, atingiu a pista de RAF Akrotiri em 2 de março. Outra aeronave foi interceptada no dia seguinte, a caminho da base.
Reação da UE e cooperação
O Conselho Europeu, em reunião recente, endossou apoio firme a países vizinhos do Oriente Médio. O bloco reiterou disposição para ajudar Chipre na negociação com o Reino Unido.
A presidência portuguesa da UE, que está em curso, destacou que o texto reconhece a vontade de Chipre de iniciar as conversas. O conteúdo não havia figurado em versões anteriores.
Envolvimento internacional e resposta de parceiros
O Reino Unido tem atuado com deslocamento de marinha para o Mediterrâneo. Críticas apontam que o país poderia ter maior presença na região em meio ao contexto de tensões com o Irã.
França respondeu rapidamente ao pedido de Chipre, enviando sistemas de defesa aérea e unidades navais, incluindo a aeronave de porte Charles de Gaulle, para reforçar a área.
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