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Igreja recua e adia assinatura de protocolo para indenizar vítimas de pedofilia

Igreja Católica espanhola adia assinatura de protocolo com governo e Defensor do Povo para indenizar vítimas de pederastia, com impasse sobre os valores

El presidente de la Conferencia Episcopal, Luis Argüello, a la izquierda, y el presidente de la Conferencia Española de Religiosos, Jesús Díaz Sariego, tras la firma en enero con el ministro de la Presidencia, Félix Bolaños, del acuerdo para reparar a las víctimas de abusos.
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  • A Igreja católica espanhola adiou a assinatura do protocolo com o Governo e o Defensor do Povo para reparar vítimas de pedofilia, prevista para esta quinta-feira.
  • O impasse gira em torno de quem vai pagar as indenizações e dos valores, que ficariam sob a responsabilidade exclusiva da hierarquia eclesiástica, além da competência do Defensor para revisar pagamentos já efetuados.
  • O protocolo prevê que o Defensor do Povo analise cada caso e determine as quantias, com possibilidade de recurso pela Igreja.
  • A comissão interna Priva, criada para gerir as reparações, usa valores que variam de 1.000 a 91.000 euros, com diferenças entre casos semelhantes.
  • As partes seguem trabalhando para abrir um “novo caminho” de acesso das vítimas ao plano de reparação, mas ainda não há assinatura nem acordo final.

A Igreja Católica espanhola adiou a assinatura do protocolo com o Governo e o Defensor del Pueblo que definiria a indemnização às vítimas de pederastia. O atraso ocorre apesar da expectativa de fechamento do acordo nesta semana. A discordância central envolve quem paga as reparações e como elas serão calculadas.

Segundo fontes próximas ao processo, o impasse gira principalmente em torno das quantias a serem pagas exclusivamente pela hierarquia eclesial. Também existe debate sobre a competência do Defensor para revisar indenizações já pagas pelas instituições religiosas.

A intenção do acordo é estabelecer as regras para solicitar e pagar as reparações, com o Defensor supervisando as etapas. A CEE informou que o trabalho continua para abrir um novo caminho de acesso às vítimas ao plano de reparação.

Ponto de atrito: valores e mecanismos

A discussão central é a definição de baremos das indemnizações, com valores variando entre 1.000 e 91.000 euros em casos já avaliados pelo Priva, a comissão interna. Diferenças entre casos semelhantes foram citadas por vítimas como exemplo de inconsistência.

A coordenação entre a Igreja, o Governo e o Defensor também envolve o papel da comissão Priva. A ideia é que o Defensor recebesse relatórios de cada caso para manifestar concordância ou oposição motivada.

Desdobramentos e próximos passos

Fontes indicam que o protocolo poderá retornar para assinatura após ajustes, mantendo o Defensor como órgão final para as decisões. O adiamento ocorre duas semanas após a previsão inicial de conclusão do acordo.

O atraso também é visto no contexto político, com o Vaticano e autoridades espanholas discutindo a forma de demonstrar encaminhamento à reparação das vítimas. A próxima reunião sobre o protocolo ainda não tem data oficial.

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