- A Igreja católica espanhola adiou a assinatura do protocolo com o Governo e o Defensor do Povo para reparar vítimas de pedofilia, prevista para esta quinta-feira.
- O impasse gira em torno de quem vai pagar as indenizações e dos valores, que ficariam sob a responsabilidade exclusiva da hierarquia eclesiástica, além da competência do Defensor para revisar pagamentos já efetuados.
- O protocolo prevê que o Defensor do Povo analise cada caso e determine as quantias, com possibilidade de recurso pela Igreja.
- A comissão interna Priva, criada para gerir as reparações, usa valores que variam de 1.000 a 91.000 euros, com diferenças entre casos semelhantes.
- As partes seguem trabalhando para abrir um “novo caminho” de acesso das vítimas ao plano de reparação, mas ainda não há assinatura nem acordo final.
A Igreja Católica espanhola adiou a assinatura do protocolo com o Governo e o Defensor del Pueblo que definiria a indemnização às vítimas de pederastia. O atraso ocorre apesar da expectativa de fechamento do acordo nesta semana. A discordância central envolve quem paga as reparações e como elas serão calculadas.
Segundo fontes próximas ao processo, o impasse gira principalmente em torno das quantias a serem pagas exclusivamente pela hierarquia eclesial. Também existe debate sobre a competência do Defensor para revisar indenizações já pagas pelas instituições religiosas.
A intenção do acordo é estabelecer as regras para solicitar e pagar as reparações, com o Defensor supervisando as etapas. A CEE informou que o trabalho continua para abrir um novo caminho de acesso às vítimas ao plano de reparação.
Ponto de atrito: valores e mecanismos
A discussão central é a definição de baremos das indemnizações, com valores variando entre 1.000 e 91.000 euros em casos já avaliados pelo Priva, a comissão interna. Diferenças entre casos semelhantes foram citadas por vítimas como exemplo de inconsistência.
A coordenação entre a Igreja, o Governo e o Defensor também envolve o papel da comissão Priva. A ideia é que o Defensor recebesse relatórios de cada caso para manifestar concordância ou oposição motivada.
Desdobramentos e próximos passos
Fontes indicam que o protocolo poderá retornar para assinatura após ajustes, mantendo o Defensor como órgão final para as decisões. O adiamento ocorre duas semanas após a previsão inicial de conclusão do acordo.
O atraso também é visto no contexto político, com o Vaticano e autoridades espanholas discutindo a forma de demonstrar encaminhamento à reparação das vítimas. A próxima reunião sobre o protocolo ainda não tem data oficial.
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