- O ex-diretor do FBI, James Comey, foi alvo de subpoena emitida por procuradores federais em Miami, no âmbito de uma investigação do Departamento de Justiça sobre ex-funcionários que já investigaram e processaram o presidente Donald Trump.
- Segundo a CBS News e a Axios, a investigação já produziu mais de 130 subpoenas desde o ano passado e mira altos funcionários que atuaram sob os ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden.
- O Departamento de Justiça não respondeu imediatamente; um representante de Comey não foi localizado e os advogados de Comey não comentaram à CBS News.
- A Reuters informou no fim do ano passado que procuradores federais estavam preparando subpoenas para investigar oficiais de inteligência da era Obama que produziram uma avaliação sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016.
- Comey supervisionou a investigação sobre possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia; a demissão de Comey levou o then‑Deputado-Geral Rod Rosenstein a nomear o Procurador Especial Robert Mueller.
O ex-diretor do FBI James Comey foi alvo de uma intimação emitida por procuradores federais em Miami, como parte de uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA. A notícia foi veiculada pela CBS News e pela Axios, citando fontes próximas ao caso. A intimação envolve o que se apura sobre antigos funcionários que atuaram em casos envolvendo o presidente Donald Trump.
A investigação já resultou em mais de 130 intimações desde o seu relançamento, segundo as mesmas fontes. As apurações concentram-se em ex-funcionários que trabalharam durante as administrações de Barack Obama e Joe Biden.
O Departamento de Justiça não comentou o assunto de imediato. Representantes de Comey também não foram localizados para falar sobre o tema.
Detalhes da participação e contexto
Comey liderou investigações sobre suposta cooperação entre a Rússia e a campanha de Trump em 2016. A demissão de Comey levou o então vice-procurador-geral Rod Rosenstein a indicar o promotor especial Robert Mueller, cuja apuração não concluiu haver conspiracy criminal entre a campanha de Trump e a Rússia.
A atuação atual do DOJ envolve avaliar atos de críticos e oponentes do presidente em seu segundo mandato, com decisões judiciais e obstáculos legais registrados ao longo do processo. Fontes mencionam ainda que investigações anteriores já envolveram autoridades estaduais e federais.
Já no ano passado, a imprensa informou que procuradores federais discutiam a emissão de grand jury subpoenas para examinar informes de inteligência da era Obama que avaliavam a interferência russa na eleição de 2016. A reportagem não indica conclusões finais sobre o caso.
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