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EUA perdem controle de sua política externa, diz ministro de Omã

Ministro de Omã acusa os Estados Unidos de perder o controle da política externa, induzidos por Israel a atacar o Irã — catástrofe e grave erro

The Omani foreign minister, Badr Albusaidi, right, meets with the US special envoy, Steve Witkoff, and Jared Kushner, left, in Geneva on 26 February.
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  • O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que os EUA “perderam o controle de sua política externa” e acusou Israel de convencer Donald Trump a ir para a guerra contra o Irã.
  • Albusaidi descreveu o conflito como “catástrofe” e “grande erro de cálculo” e criticou os ataques de 28 de fevereiro contra o Irã.
  • Segundo ele, Irã e Estados Unidos estavam perto de um acordo real e substancial nas negociações nucleares em Genebra, antes dos ataques.
  • Omã foi o país do Golfo mais ativo em buscar soluções diplomáticas para impedir a ofensiva, com outros Estados como Emirados Árabes Unidos e Qatar também atuando.
  • Albusaidi disse que a guerra é ilegal sob o direito internacional e pediu o retorno às negociações bilaterais para encerrar o conflito.

Ominoso aviso vindo de Omã: o ministro das Relações Exteriores Badr Albusaidi afirmou que os Estados Unidos perderam o controle de sua política externa e acusou Israel de persuadir a administração Trump a iniciar um conflito com o Irã. Ele descreveu a situação como grave e de consequências catastróficas.

Albusaidi escreveu para o The Economist e enfatizou que a ofensiva de 28 de fevereiro interrompeu negociações duradouras entre EUA e Irã, que estavam perto de um acordo substancial em Genebra. Segundo ele, o ataque foi realizado poucas horas após as conversas mais profundas serem encerradas.

O ministro omanense ressaltou que, entre os países do Golfo, Omã foi o mais ativo na defesa de soluções diplomáticas para evitar uma guerra regional. Outros aliados regionais, como Emirados Árabes Unidos e Catar, também teriam trabalhado para frear o conflito.

Segundo a visão de Albusaidi, houve concessões significativas por parte do Irã nas negociações, incluindo redução e pausa no enriquecimento de urânio, além da possibilidade de participação de Washington em um programa nuclear civil futuro, em troca do levantamento de sanções.

A gestão de Trump teria contado com a participação de Steve Witkoff, representante especial, e Jared Kushner, sem a presença de especialistas de peso. Fontes indicaram que o acordo seria encaminhado para uma rodada final em Viena.

Ominiano ministro destacou que o ataque americano e o de Israel foi apoiado pela percepção de que o regime iraniano aceitaria uma rendição incondicional após a morte do aiatolá Ali Khamenei. Ele disse que essa expectativa era falsa.

Albusaidi avaliou que o maior erro estratégico foi a decisão de se envolver na guerra, que não traria ganhos para ambos os lados e violaria o direito internacional. Ele reforçou que a região seria abalada por retaliações contínuas.

Contexto diplomático

Ominas enfatizou que o conflito provocou impactos profundos no Golfo, com danos a acordos comerciais e riscos de escalada militar. O ministro reforçou a necessidade de retornar às negociações bilaterais para evitar uma nova frente de combate.

Perspectivas futuras

O ministro afirmou que o caminho para a paz passa pela retomada de diálogos diretos entre EUA e Irã, sem pressões externas, para buscar uma solução estável e duradoura. Ele pediu respeito ao direito internacional e às vias diplomáticas.

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