- A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, do PL de São Paulo, participou de episódio de blackface na Alesp para atacar Erika Hilton e anunciou, em 2022, sua autodeclaração como parda, após ter se apresentado como branca em 2020.
- Em 2022, Fabiana Bolsonaro recebeu do PL nacional o repasse de 1 milhão de reais e 12 mil reais do comando estadual do partido (para a campanha).
- Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL, acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo para abrir um inquérito por suspeita de falsidade ideológica eleitoral.
- A deputada afirma que a autodeclaração racial pode ter influenciado a distribuição de verbas públicas de campanha, potencialmente prejudicando candidaturas de pessoas pretas e pardas.
- Hilton destaca a contradição entre o uso de blackface em ato público e a alegação de identidade racial da colega, que também adotou o sobrenome Bolsonaro sem possuir parentesco com o ex-presidente.
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, de São Paulo, protagonizou em 2021 o uso de blackface para atacar a deputada federal Erika Hilton, do PSOL. Em 2022, Fabiana se autodeclarou parda e adotou o sobrenome Bolsonaro, sem relação familiar com o ex-presidente.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, Fabiana recebeu em 2022 apoio financeiro do Partido Liberal (PL) no valor de 1 milhão de reais a nível nacional e 12 mil reais do comando estadual.
Erika Hilton acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo para abrir um inquérito por suspeita de falsidade ideológica eleitoral. A deputada afirma que a suposta falsa autodeclaração pode afetar a distribuição de verbas de campanha.
Investigação por falsidade eleitoral
A defesa de Hilton sustenta que a atribuição de identidade racial pode influenciar a destinação de recursos, prejudicando candidaturas de pretos e pardos. O caso envolve a expressão pública de racismo associada ao episódio de blackface.
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