- Fabiana de Lima Souza Barroso, deputada estadual do PL, não é parente do ex-presidente Jair Bolsonaro; é filha do deputado federal Adilson Barroso (PL-SP. Primeiro suplente, assumiu o mandato em 2025).
- Adilson Barroso é presidente de antigo PARTIDO Patriota, hoje PRD; Fabiana adotou o sobrenome Bolsonaro por afinidade ideológica, apresentando-se como conservadora nas redes.
- Fabiana tem 32 anos, foi eleita em dois mil e vinte e dois com fifty mil votos e atua em quatro comissões da Alesp.
- Ela é alvo de duas representações por quebra de decoro no Conselho de Ética da Alesp, por uso de “blackface” e por declarações transfóbicas contra Érika Hilton.
- Além disso, há queixas no Ministério Público Federal e na Polícia Civil de São Paulo; Fabiana afirmou que falas teriam sido distorcidas.
Fabiana de Lima Souza Barroso, deputada estadual pelo PL, está sob avaliação do Conselho de Ética da Alesp por supostas ações de blackface e por ofensas transfóbicas contra a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar não guarda relação familiar com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fabiana é filha do pastor e deputado federal Adilson Barroso (PL-SP). Ele voltou a ocupar o cargo na Câmara dos Deputados no ano passado, após a cassação de Carla Zambelli. Fabiana adotou o sobrenome Bolsonaro por afinidade ideológica, apresentando-se nas redes como de linha dura, cristã e conservadora.
Adilson Barroso dirige o Partido Renovação Democrática, antigo Patriota, cuja filiação foi cogitada pelo ex-presidente em 2021, mas não avançou. A deputada costuma falar em defesa de pautas alinhadas ao espectro da antiga família política.
Em vídeo divulgado nas redes, Fabiana comenta o uso do sobrenome Bolsonaro. Ela afirma que, na prática parlamentar, utiliza o nome Fabiana Bolsonaro, mantendo o documento original, CPF e RG. Segundo ela, os projetos de lei são assinados como Fabiana Bolsonaro.
Fabiana tem 32 anos e está no primeiro mandato como deputada estadual, eleita em 2022 com 65.497 votos. O início da atuação pública ocorreu como vice-prefeita de Barrinha e secretária municipal de Desenvolvimento Social.
Na Alesp, a parlamentar integra quatro comissões permanentes: Finanças, Orçamento e Planejamento; Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; Defesa e Direitos das Mulheres; e Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação.
Blackface e cassação
Fabiana é alvo de duas representações por quebra de decoro parlamentar. Uma foi assinada por 19 deputados de PT, PCdoB, PSOL e PSB; a outra, pela bancada do PSOL na casa. A Alesp conta com 94 deputados.
Os documentos apontam que o discurso de Fabiana foi racista e transfóbico durante a sessão na tribuna, onde se pintou de marrom e criticou a eleição de Érika Hilton para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara. A prática foi descrita como blackface, associada a desumanização histórica de negros.
Além disso, a representação afirma que a deputada questionou a atuação de pessoas trans em espaços de poder, o que poderia configurar discriminação segundo entendimento do STF que equipara homotransfobia ao racismo.
Fabiana também é alvo de investigações no MPF. Representantes do PSOL apresentaram notícia-crime por racismo e transfobia, enquanto outra deputada registrou boletim de ocorrência contra a parlamentar na Polícia Civil de São Paulo pelos mesmos crimes.
A deputada informou, via redes sociais, que houve distorção de seu discurso e ressaltou a necessidade de representatividade feminina e da presença de pessoas negras e trans em espaços de poder.
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