- A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu procedimento para avaliar a admissibilidade de denúncia sobre possível omissão de Roberto Campos Neto no caso do Banco Master, a pedido do deputado Lindbergh Farias.
- A denúncia cita alertas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e da Federação Brasileira de Bancos (FeBraban) à autoridade monetária sobre riscos da gestão do banco de Daniel Vorcaro, sugerindo omissão de Campos Neto.
- O processo tramita em sigilo e foi iniciado na última terça-feira.
- A denúncia já chegou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal; repercutiu em reportagens da Folha de S. Paulo e da CartaCapital.
- O próximo passo é a abertura do procedimento preliminar, com defesa do acusado, levando a decisão sobre arquivamento ou abertura de processo, com possível censura interna.
A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu um procedimento para avaliar a admissibilidade de uma denúncia contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A inicial foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e envolve suposta omissão na fiscalização do Banco Master. A decisão ocorreu na última terça-feira e tramita sob sigilo.
Lindbergh Farias aponta alertas enviados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre riscos na gestão do banco do empresário Daniel Vorcaro. Segundo o deputado, tais comunicados indicariam uma possível omissão de Campos Neto, que não teria respondido de forma proporcional à gravidade do cenário.
Os argumentos foram encaminhados também à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, ampliando o escrutínio sobre o tema. O deputado sustenta que advertências de entidades com atuação institucional relevante devem acionar deveres reforçados de cuidado por parte da alta administração.
O andamento do caso foi apurado pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmado pela CartaCapital. A reportagem não conseguiu ouvir o ex-chefe do BC para comentários, e o espaço para manifestação permanece aberto.
O que acontece a seguir
Abertura do procedimento de admissibilidade marca o estágio inicial de apuração. Ao fim da investigação, o acusado pode apresentar defesa e o relator decide entre rejeitar a denúncia ou encaminhar para o processo no colegiado da CEP.
Possíveis desdobramentos
Caso haja abertura de processo, o tribunal pode arquivar o caso ou aplicar censura ao ex-servidor. A censura não implica sanção jurídica direta, mas representa uma reprimenda institucional dentro do órgão.
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