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Brasil envia ajuda a Cuba em meio ao cerco dos EUA

Brasil envia arroz, feijão, leite em pó e medicamentos para Cuba via Programa Mundial de Alimentos, buscando mitigar crise agravada pelo bloqueio dos EUA

População de Cuba sofre com apagões e desabastecimento após bloqueio energético imposto pelos EUA
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  • O Brasil enviou vinte mil toneladas de arroz, além de outros alimentos e medicamentos, para Cuba pelo Programa Mundial de Alimentos.
  • O carregamento inclui vinte mil toneladas de arroz em casca, cento e cinquenta toneladas de arroz descascado, cento e cinquenta toneladas de feijão preto e quinhentos toneladas de leite em pó.
  • Medicamentos já chegaram por via aérea.
  • A diplomata Gisela Padovan afirmou que a crise em Cuba é uma preocupação do Brasil e que há doações de medicamentos e alimentos.
  • A primeira delegação do comboio “Nossa América” chegou a Cuba, com cinco toneladas de material médico vindo da Itália.

O Brasil enviou ajuda alimentar e farmacêutica a Cuba, em resposta à crise gerada pelo bloqueio econômico dos EUA. O envio, realizado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), soma 20 mil toneladas de arroz em casca, 150 toneladas de arroz descascado, 150 toneladas de feijão preto e 500 toneladas de leite em pó. Medicamentos já chegaram por via aérea.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o objetivo é atenuar a crise humanitária na ilha, marcada por apagões e desabastecimento. O esforço internacional acompanha uma mobilização brasileira voltada a minimizar os impactos sobre a população cubana.

A diplomata Gisela Padovan destacou que a preocupação com o sofrimento da população tem incentivado o Brasil a realizar várias doações, incluindo medicamentos e alimentos. A iniciativa ocorreu enquanto Cuba enfrenta uma crise econômica agravada desde janeiro, com interrupções no fornecimento de energia.

Detalhes do envio e contexto

A primeira remessa de materiais médicos, com cinco toneladas, desembarcou em Cuba na semana anterior, integrada ao comboio denominado Nossa América. O grupo reúne representantes de diversos países, organizações e partidos, somando 120 pessoas. O carregamento médico veio da Itália.

Cuba enfrenta, há seis anos, uma crise econômica de grande impacto social, que se intensificou desde o início de 2024. A paralisação energética teve início em 3 de janeiro, após Cuba deixar de receber petróleo da Venezuela, em meio a mudanças regionais e ações associadas a pressões internacionais.

A crise também ganhou atenção internacional após a prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos e a subsequente tensão entre Havana, Caracas e Washington. O governo cubano tem buscado apoio humanitário de várias fontes para mitigar a carência de combustível, alimentos e itens médicos.

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