- A Anatel atestou a existência de um número funcional do Supremo Tribunal Federal entre os dados obtidos com a quebra de sigilos de Daniel Vorcaro.
- O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, enviou um ofício ao STF para saber, em até 48 horas, quem era o titular da linha no momento do contato com Vorcaro.
- O objetivo é garantir rapidez, precisão técnica e identificar o responsável pela linha, preservando o rigor institucional da comissão.
- O ministro Alexandre de Moraes negou veementemente ter enviado as mensagens atribuídas a ele; o STF informou que a análise técnica mostrou que as mensagens de Vorcaro em 17 de novembro não conferem com contatos de Moraes.
- O Globo informou que a Polícia Federal periciou as mensagens e identificou envio a Moraes a partir de um software que liga mensagens e arquivos, o que poderia alterar a visualização de dados.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) informou que a Anatel confirmou a existência de um número funcional do STF entre os dados obtidos com a quebra de sigilos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 19, durante a CPMI do INSS.
Viana enviou um ofício à diretoria-geral do STF solicitando, em 48 horas, informações sobre qual integrante da Corte era o titular da linha quando houve o contato com Vorcaro. O objetivo é identificar com precisão o responsável pela linha e manter o rigor institucional da investigação.
O presidente da CPMI evitou confirmar se o número pertencia ao ministro Alexandre de Moraes. O Globo publicou, há duas semanas, que o ministro teria trocado mensagens com Vorcaro antes da prisão do banqueiro na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.
Moraes negou veementemente ser autor das mensagens. Em nota, o gabinete afirmou que as mensagens citadas na reportagem eram uma ilação para atacar o Supremo. A Secretaria de Comunicação do STF informou que a análise técnica dos dados de Vorcaro mostrou que mensagens de visualização única de 17 de novembro não conferem com contatos de Moraes.
Segundo o jornal, a Polícia Federal teria periciado as mensagens e comprovado o envio a Moraes a partir de um software que une mensagens e arquivos enviados, o que colocaria o número de Moraes em evidência. O STF reiterou que não há confirmação oficial sobre a autoria das mensagens.
Entre na conversa da comunidade