- A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, disse apoiar as ações dos EUA e de Israel contra o Irã, mas depois afirmou que o Reino Unido não deveria participar diretamente do ataque.
- Keir Starmer criticou Badenoch por mudanças na posição sobre o Irã, em perguntas no parlamento, com pesquisas indicando opinião pública contrária à campanha dos EUA.
- Com o Irã retaliando, aliados de Badenoch dizem que a diferença em relação a Starmer é defender ações britânicas para atingir alvos de mísseis que atingem o Reino Unido, em vez de apenas interceptá-los.
- Badenoch também classificou as ataques pessoais de Donald Trump a Starmer como “infantis”, buscando se distanciar do presidente.
- O ministro do Trabalho e Previdência, Pat McFadden, afirmou que o Reino Unido não é obrigado a atender todas as demandas transacionais de Trump, sinalizando cansaço com o tom do presidente.
Kemi Badenoch mudou o tom sobre a atuação do EUA e de Israel na região iraniana, e evita alinhar-se à participação britânica no conflito. Keir Starmer aproveitou para pressionar, criticando a postura da oposição no Parlamento. O debate acompanha a sequência de ataques contra o Irã e as reações no Reino Unido.
No fim do mês passado, Badenoch defendia que o Reino Unido apoiasse as ações dos aliados contra o Irã e estaria alinhada com os EUA. Naquele momento, potenciais danos a acordos internacionais eram citados por analistas e oposicionistas.
Dez dias depois, diante da percepção de falta de objetivo na campanha, a líder conservadora negou que pretendesse somar o país ao conflito. Em entrevista, ela afirmou ter apoiado as ações, sem deixar claro que o Reino Unido participaria militarmente.
Para explicar a diferença de posição, aliados de Badenoch afirmam que a meta seria combater alvos específicos no Oriente Médio, não apenas interceptar mísseis. Alega-se que houve evolução de política conforme o conflito se desenvolvia.
Paralelamente, Badenoch criticou publicamente os ataques pessoais de Donald Trump a Starmer, chamando-os de infantis. A declaração foi feita em trecho de TV, com insiders descrevendo a reação como desnecessária e inadequada.
Analistas apontam que a mudança de tom de Badenoch, tanto sobre o Irã quanto sobre Trump, ocorreu sob influência de eventos e de opinião pública, sem preocupação com pesquisas. A oposição tenta explorar esse amadurecimento político.
Em entrevista matutina, o ministro do Trabalho e Previdência, Pat McFadden, afirmou que o governo não está obrigado a atender todas as demandas de Trump para apoiar navios na região. O comentário reforçou o tom pragmático da resposta britânica.
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