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Thinktank defende banimento de doações corporativas para proteger eleições

CenTax alerta que a lei britânica não fecha brechas das doações corporativas, mantendo risco de interferência estrangeira e reforçando registro obrigatório

‘We won’t let hostile foreign states use dirty money to buy our elections,’ said Steve Reed, the secretary of state for housing, communities and local government, who introduced the bill last month.
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  • CenTax afirma que o projeto de lei sobre financiamento eleitoral não resolve o problema e tem brechas exploráveis, deixando possibilidade de interferência estrangeira.
  • O pacote de mudanças visa proibir doações corporativas, exigindo que doadores sejam controlados por eleitores ou cidadãos britânicos e registrados no Reino Unido.
  • Análises do CenTax apontam que entre 2001 e 2024 foram doadas mais de £ 293 milhões por mais de quatro mil empresas, com picos antes de eleições gerais.
  • Cerca de um quarto do dinheiro não é rastreável porque não é possível identificar o proprietário da empresa; as informações em Companies House são consideradas pouco confiáveis.
  • CenTax recomenda que, na ausência de proibição, todos, exceto os menores doadores, precisem se registrar na Electoral Commission e que o controle final das empresas seja tornável obrigatório.

O CenTax alertou que o projeto de lei em debate no Reino Unido não impede a interferência estrangeira e apresenta lacunas fáceis de explorar. A ideia é banir doações corporativas para proteger as eleições, marco da maior reformulação do financiamento eleitoral em 26 anos.

O texto em análise, conhecido como representação of the people bill, obriga doadores corporativos a demonstrar controle por eleitores ou cidadãos britânicos. Além disso, exige que as empresas sejam, em sua maioria, de propriedade de cidadãos do Reino Unido e com sede no país.

CenTax aponta falhas e propõe mudanças. Pesquisadores cruzaram nomes de doadores a registros de propriedade e identificaram mais de 4000 empresas, com donate total de £293 milhões entre 2001 e 2024, com picos antes de eleições gerais. Grande parte das doações vem de estruturas de propriedade obscuras.

CenTax analisa lacunas

Entre os resultados, a instituição aponta que quase 25% do dinheiro arrecadado não é rastreável, e que pelo menos 10% das doações vêm de pessoas que não poderiam doar diretamente. O relatório sustenta que o projeto atual é vulnerável a contornações e pode criar sensação de segurança falsa.

O estudo ainda critica o uso de dados da Companies House como base para checagens, sugerindo que a Comissão Eleitoral deveria coletar as informações contemporâneas. Sem banimento total de doadores corporativos, a CenTax recomenda registros obrigatórios para a maior parte de doações e transparência sobre os controladores finais.

A proposta foi apresentada pelo secretário de Habitação, Comunidades e Governo Local, Steve Reed, que afirma que as mudanças visam manter a democracia britânica segura diante de ameaças estrangeiras. O texto exige que empresas sejam controladas por cidadãos britânicos, mantenham sede no país e possuam condições de financiar doações.

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