- O primeiro-ministro Keir Starmer avalia ampliar as isenções às mudanças no sistema imigratório para reduzir o impacto entre membros do Labour, após críticas internas.
- As propostas incluem que a maioria dos imigrantes precise de dez anos para obter o status de settled, em vez de cinco, com exceções potencialmente ampliadas.
- Mahmood anunciou medidas que tornam o status de refugiado temporário e preveem um prazo maior para o direito de residência permanente na maioria dos casos.
- Um esquema piloto prevê pagar até £ 40 mil a famílias com pedidos de asilo rejeitados para deixarem o país; recusas poderiam levar à expulsão, inclusive com uso de algemas em menores.
- O governo discute quão amplas devem ser as isenções, após pressão de parlamentares e da ex-vice-presidente Angela Rayner, com Starmer reunindo membros de minorias no Parlamento para tratar do tema.
Keir Starmer avalia atenuar impactos das mudanças no sistema de imigração após forte reação de parlamentares do Labour e intervenção de sua ex-vice Angela Rayner. O governo discute exceções amplas aos novos requisitos de status. A medida visa manter alinhamento interno no partido.
As propostas propõem que a maioria dos imigrantes leve 10 anos para qualificar-se como com status de settled, substituindo o prazo atual de cinco. Exceções poderiam valer para trabalhadores do setor público e quem está próximo de obter o status estável.
O governo sustenta que não cobrirá todas as pessoas já presentes no país, diante da pressão de Rayner e de outros membros. Um porta-voz enfatiza que a imigração foi alta antes das eleições e que o objetivo é um sistema mais justo e bem gerido.
Medidas em avaliação
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, apresentou um pacote para restringir a entrada no país, incluindo tornar o status de refugiado temporário e ampliar para 10 anos o período de permanência para residência indefinida.
A ministra também anunciou um esquema piloto para pagar às famílias com pedidos de asilo rejeitados até 40 mil libras para aceitarem deixar o país. Caso recusassem, ferramentas de remoção seriam utilizadas, inclusive com uso de algemas em menores.
Além disso, Mahmood informou que a retroatividade das mudanças é crucial para abranger quem já está no país, inclusive indivíduos que entraram durante a gestão anterior. O governo aponta queda prevista na entrada de imigrantes como prioridade.
Reação na bancada
Grupo de cerca de 100 deputados do Labour assinou uma carta contrária às medidas, argumentando que forçar a saída de refugiados que já vivem no Reino Unido não reconquista a confiança pública. A liderança interna também foi alvo de críticas.
Líderes do centrão do Labour destacaram tensões internas após a divulgação das propostas. A reunião com Starmer, no número 10, incluiu membros da bancada BAME e o secretário de Justiça, David Lammy, para discutir preocupações sobre o tom e a condução do debate.
Parlamentares descrevem frustração com a percepção de que a liderança não ouve as vozes da base. Alguns afirmam que a abordagem atual não atende às expectativas políticas nem àqueles que defendem mudanças mais balancedas.
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