- O premier de Austrália do Sul, Peter Malinauskas, disse que não planeja alterar as leis de armas no estado, mesmo concordando com uma fiscalização federal.
- Em letter enviada em 21 de fevereiro ao Sporting Shooters’ Association of Australia, ele afirmou que a Austrália do Sul já possui algumas das leis mais rígidas do país.
- O posicionamento ocorre após o tiroteio em Bondi Beach, que motivou o governo federal a buscar reformas nacionais de controle de armas.
- Enquanto NSW aprovou novas leis estaduais, outros estados recuaram em relação ao acordo nacional, atrasando uma reforma uniforme.
- Operadores de lobby e grupos de segurança divergem: alguns apoiam uma abordagem baseada em evidências, enquanto outros defendem medidas mais amplas já previstas no gabinete nacional.
O premiê da Austrália do Sul, Peter Malinauskas, disse a representantes de um grupo de usuários de armas que não planeja alterar as leis de armas no estado, mesmo após concordar com um endurecimento nacional. A declaração foi enviada por escrito, um dia antes de o governo estadual entrar em modo de transição para as eleições.
Na carta, enviada em 21 de fevereiro ao Sporting Shooters’ Association of Australia, Malinauskas afirmou que a legislação sul-australianense já é uma das mais restritivas do país e não havia planos de mudança imediata. O texto também ressaltou que as leis visam proteger a comunidade.
A posição de Adelaide contrasta com o compromisso assumido pelo governo federal, que busca normas mais rígidas em todo o país, incluindo limites de propriedade de armas. O acordo foi firmado após o ataque na Bondi Beach, que deixou mortos e feridos.
O ataque ocorrido em 14 de dezembro gerou pressão para reformas nacionais, com o primeiro-ministro defendendo mudanças alinhadas a padrões mais uniformes entre estados e territórios. A iniciativa previa, entre outros pontos, limites sobre a posse de armas.
Desde então, alguns estados recuaram em relação ao compromisso federal. Nova Gales do Sul aprovou leis com teto de propriedade, exemplo que influenciou debates em outros estados, incluindo Queensland e Tasmânia.
Stephen Bendle, da Australian Gun Safety Alliance, disse que esperava mudança em SA após as eleições, para alinhar-se ao que foi acordado no gabinete nacional. A expectativa é de continuidade na discussão sobre reformas.
Tom Kenyon, executivo do Sporting Shooters’ Association, afirmou que a entidade apoia uma abordagem baseada em evidências e que muitas medidas já existem em SA. Ele enfatizou que não há evidência de que limites de armas aumentem a segurança pública.
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