- Países do Golfo detiveram centenas de pessoas por publicações sobre os ataques de Irã, em meio a esforços para conter a crise e o impacto reputacional.
- Em Dubai, entre os detidos estão um britânico que afirmou ter apagado um vídeo, um francês preso por enviar foto do céu a família, uma funcionária filipina por fotografar perto do Burj Al Arab e um estudante que compartilhou vídeo de um míssil em um chat familiar.
- No Kuwait, o Ministério do Interior informou 16 detenções por vídeos de ridicularização, desrespeito ao Exército, informações falsas e gravações ilegais, que segundo as autoridades geraram caos e medo.
- Em Baréin, o Ministério do Interior anunciou 37 prisões; houve protestos após o início da guerra e a morte de Ali Jameneí, com uso de imagens criadas por IA e incitação a novos ataques.
- A ACLED registrou mais de 100 protestos em Baréin, principalmente entre 1º e 6 de março; o BIRD aponta 177 prisões ligadas a protestos, atividades online e espionagem, com alguns casos buscando pena de morte.
Os países do Golfo detêm centenas de pessoas por publicações sobre os ataques iranianos. A campanha de detenções avança em vários estados árabes, incluindo dezenas de estrangeiros, em meio a tentativas de conter a crise e o impacto reputacional.
Em Dubái, Emirados Árabes Unidos, constam detidos entre eles um britânico que disse ter apagado um vídeo por solicitação, um francês que enviou uma foto do céu à mãe, uma funcionária filipina que fotografou perto do Burj Al Arab e um universitário preso por compartilhar vídeo de um míssil em chat familiar.
Kuwait
No Kuwait, o Ministério do Interior informou a detenção de 16 pessoas até esta segunda-feira. Os crimes citados envolvem vídeos de desrespeito às Forças Armadas, insultos, informações falsas sobre ataques e gravações não autorizadas. Autoridades afirmam que as ações geram caos e medo.
Baréin
Em Baréin, o Ministério do Interior anunciou 37 prisões até o momento. Motivos listados incluem publicar vídeos sobre ataques iranianos, divulgar informações falsas, compartilhar imagens geradas por IA e demonstrar simpatia por atos hostis, além de incitar novos ataques.
Contexto e desdobramentos
A organização ACLED registra mais de 100 protestos em Baréin entre 1° e 6 de março, em solidariedade a Irã, Palestina e Líbano, e para exigir a expulsão de tropas dos EUA. A maioria foi pacífica, mas houve cortes de vias e confrontos com a polícia.
Até esta segunda-feira, o BIRD, instituto de direitos de Baréin, contava 177 detenções associadas a protestos, ações nas redes sociais e filmagens. A instituição aponta que a fiscalia tem defendido penas de morte para alguns detidos, e que operações têm se expandido para incluir acusação de espionagem para Irã.
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