- O ministro Alexandre de Moraes fixou em cinco dias o prazo para a PGR se manifestar sobre o pedido da Polícia Federal de usar em procedimento interno as provas de um inquérito no STF contra Eduardo Bolsonaro.
- A PF quer que o STF compartilhe os elementos do inquérito para fortalecer o processo disciplinar contra Eduardo, que atua como escrivão da corporação desde 2010.
- A corporação investiga indícios de improbidade administrativa por Eduardo ao ofender, ameaçar e expor servidores da PF na imprensa, em razão de investigações no STF.
- A PF abriu um procedimento disciplinar contra Eduardo por abandono de cargo; ele está em Miami desde março do ano passado.
- Do exterior, Eduardo teria articulado sanções contra o Brasil com o objetivo de forçar uma anistia ao pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, fixou prazo de cinco dias para a manifestação da PGR sobre um pedido da Polícia Federal. A PF quer usar, em procedimento interno, provas de um inquérito contra Eduardo Bolsonaro, ex-deputado pelo PL.
O objetivo é que o STF compartilhe elementos do processo que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos. A PF alega que as provas podem fortalecer um processo administrativo disciplinar contra o escrivão da corporação desde 2010.
Eduardo Bolsonaro está em Miami desde março do ano passado. A PF abriu um procedimento administrativo disciplinar contra ele por abandono de cargo, ligado a sanções que a corporação alega ter articulado contra servidores durante investigações do STF.
Segundo a PF, Eduardo teria feito contato com autoridades estrangeiras para pressionar pela anistia a Jair Bolsonaro. Jair foi condenado, em setembro do ano passado, a 27 anos e três meses de prisão, por participação em atos considerados golpistas.
Desdobramentos
A decisão de Moraes envolve a avaliação de cooperação entre órgãos. A PGR ainda não divulgou qual será o encaminhamento após o prazo fixado. Mantêm-se as informações oficiais sobre a tramitação do caso.
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