- Durante audiência no Senado, Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional, afirmou que o Irã tentava recuperar seu programa nuclear antes da guerra com os EUA e Israel, divergindo de seu testemunho escrito.
- Em escrito para o Comitê de Inteligência, Gabbard disse que, após doze dias de ataques de EUA e Israel, o enriquecimento nuclear do Irã foi obliterado, e entradas para instalações subterrâneas bombadas foram seladas com cimento.
- Em seu testemunho oral, porém, ela indicou que, antes da Operação Epic Fury, o Irã buscava se recuperar e não cumpria plenamente as obrigações com a Agência Internacional de Energia Atômica.
- Senadores democratas questionaram por que partes do testemunho escrito foram omitidas, enquanto Gabbard manteve a posição de que o Irã pretendia reconstruir sua capacidade de enriquecimento.
- O contexto envolveu a renúncia do diretor do Centro Nacional de Controterrorismo (Joe Kent) e críticas de senadores, com embates sobre orçamento, política externa e impactos da guerra no Irã para outras frentes globais.
Durante audiência pública no Senado, Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional, afirmou que Irã buscava retomar seu programa nuclear antes da montagem de uma guerra com os EUA e Israel. A declaração ocorreu no contexto de um debate sobre ameaças globais.
Na versão escrita de seu testemunho para a Comissão de Inteligência, Gabbard sustenta que, com as operações conjuntas no verão passado contra alvos nucleares e de foguetes, o programa de enriquecimento iraniano teria sido severamente danificado e não haveria novos movimentos para reconstruí-lo. As entradas para instalações subterrâneas atacadas teriam sido vedadas com cimento.
Entretanto, em seu depoimento oral, a chefe de Inteligência divergiu do texto preparado, descrevendo o estágio anterior à operação Epic Fury como um período de recuperação dos danos à infraestrutura nuclear. Segundo ela, o Irã ainda não cumpria plenamente as obrigações com a OIEA.
Os relatos provocaram perguntas duras de senadores sobre a avaliação de ameaças. O senador democrata Mark Warner questionou por que trechos do relatório preparado foram omitidos, e o também democrata Jon Ossoff reforçou que a comunidade de inteligência avaliava um esforço de retomada nuclear, mesmo diante de declarações oficiais.
Na linha de críticas, o senador republicano Jerry Moran expressou preocupação com o impacto de uma eventual guerra sobre a capacidade de sustentação de ações dos EUA no exterior, incluindo apoio a aliados na Europa, além de temer impactos sobre o abastecimento de munições para a defesa de outros olhos estratégicos.
Também testemunhou o diretor da CIA, John Ratcliffe, que reconheceu que algumas ações recentes podem favorecer adversários, mas justificou as medidas como necessárias para manter a economia estável. Ratcliffe frisou a importância de confiar na inteligência para orientar decisões de política externa.
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