- A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, afirmou à Reuters que o país pode entrar na União Europeia já em 2028, com as negociações sobre pesca e agricultura previstas como pontos mais difíceis.
- O governo islandês propôs realizar um referendo em 29 de agosto para retomar as negociações de adesão à UE, processo congelado desde 2013.
- Gunnarsdottir disse que, se os eleitores aceitarem voltar às negociações, as discussões devem começar pelos temas mais complexos, como pescas, agricultura e mercado de trabalho.
- A Islândia já é membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e integra o mercado único europeu e o espaço de livre circulação de Schengen.
- O aumento do custo de vida e a guerra na Ucrânia têm renovado o interesse islandês pela adesão, segundo pesquisas de opinião; caso haja aprovação, a adesão completa exigiria um segundo referendo.
A ministra de Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, disse à Reuters, em Bruxelas, que vê a possibilidade de ingressar na União Europeia já em 2028. Ela apontou que as negociações mais difíceis devem envolver pesca e agricultura.
O governo de Reykjavik propôs realizar um referendo em 29 de agosto para retomar as conversas sobre a adesão. O país interrompeu as negociações em 2013, quando surgiu um governo mais cético em relação à UE.
Contexto: o papel Islândia no Espaço Econômico Europeu e no Espaço Schengen já existe há anos, mas a adesão completa dependeria de um novo referendo, caso os eleitores decidam retomar as tratativas, segundo a ministra.
Fatores que podem influenciar o processo incluem custos de vida, a situação econômica interna e o equilíbrio entre pesca, agricultura e mercado de trabalho, áreas citadas pela ministra como as mais sensíveis desde o início das tratativas.
Gunnarsdottir ressaltou que uma abertura para dialogue direto com a UE facilitaria a participação islandesa, com foco inicial nas questões mais críticas. A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que, se o país avançar, seria um dos favoritos no caminho para a adesão.
A Islândia, com cerca de 400 mil habitantes, é membro fundador da OTAN e já integra o mercado único europeu e o espaço de livre circulação Schengen, o que influencia as negociações em curso.
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