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Irã mantém ameaça no Estreito de Ormuz, abre passagem a navios não inimigos

Irã mantém pressão em Ormuz ao permitir passagem seletiva de navios, elevando risco de ataques e afetando preços globais de hidrocarbonetos

Un carguero navegaba cerca del estrecho de Ormuz, el pasado 11 de marzo.
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  • Irã começou a permitir passagem discricionária de certos navios pelo estreito de Ormuz, mantendo controle sobre a rota e vetando embarcações ligadas a Estados considerados inimigos.
  • Na última semana, 34 navios cruzaram Ormuz em ambas as direções: 13 petroleiros, quatro cargueiros carregados de gás liquefeito e o restante são cargueiros; destinos incluem China, Índia e Paquistão, com alguns navios gregos, chineses e indianos.
  • Foram observados poucos navios com destino a Índia e China receberem passagem, segundo analistas, em meio a um possível controle de Irã para confirmar que cargas não beneficiem adversários.
  • Desde 28 de fevereiro, pelo menos 17 embarcações foram atacadas na região; o tráfego pelo estreito caiu entre 90% e 95%, e muitos navios permanecem parados ou esperando passagem.
  • Grécia e outros países europeus trabalham para evitar envolvimento militar; Turquia, Paquistão, China e outros mantêm canais de comunicação com Teerã para facilitar o trânsito, enquanto o custo logístico aumenta na região.

Irã mantém a ameaça no estreito de Ormuz, mas permite a passagem discreta de alguns navios de países que não são considerados inimigos. Navios petroleiros com destino a mercados asiáticos, bem como cargueiros de Grécia e China, cruzaram a rota estratégica na semana recente, em meio a tensões com Estados Unidos e Israel. Teerã afirma que a passagem não está oficialmente fechada, variando o critério de autorização segundo a lei internacional e avaliando cada embarcação.

Dados de monitoramento indicam que, na última semana, 34 navios cruzaram Ormuz em diferentes direções, sendo 13 petroleiros, quatro cargueiros de gás liquefeito e o restante carregueiros. Entre as nacionalidades presentes, destacam-se navios de Grécia, China e Índia, com participação de empresas iranianas, indianas e emiráticas. Observadores apontam que o Irã pode realizar verificações seletivas para evitar navios ligados a adversários.

No fim de semana, o cargoneiro Karachi, paquistanês, atravessou Ormuz com cerca de 700 mil barris de petróleo. Também o Stellan e o Nora passaram pela passagem, somando mais de dois milhões de barris com destino à China. A atuação iraniana envolve possíveis pontos de controle para inspeção de navios em trânsito, segundo analista da Ambrey.

Impressão de incerteza e impactos no comércio

Desde o início da ofensiva contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, ao menos 17 embarcações foram atacadas nas águas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã. A Administração dos EUA informou que minas podem ter sido posicionadas por forças iranianas em Ormuz, elevando o risco de navegação. Forças norte-americanas dizem ter destruído minas e bombardeado áreas estratégicas próximas.

Essa situação provocou queda expressiva no tráfego do estreito, com retração estimada entre 90% e 95%. O custo de seguros para navios aumentou significativamente, e várias empresas cancelaram encargos por força maior. Aproximadamente mil embarcações permanecem presas ou aguardando cruzar o corredor estratégico.

Reações internacionais e rotas alternativas

O presidente dos EUA pediu apoio de aliados para assegurar a passagem, mas países europeus, como Grécia, evitaram envolvimento direto. Grupos de armadores gregos respondem que não pretendem participar de ações militares. Além disso, negociações com Irã já atraem atenção de França, Itália e outros países, conforme relatos de veículos de imprensa.

Navios chineses que cruzaram Ormuz recentemente são, em sua maioria, de empresas pequenas, operando sob bandeiras de conveniência e com histórico de menor seguro. Alguns barcos teriam adotado o uso de comunicações de emergência com mensagens indicando amizade para evitar incidentes, segundo relatos de fontes de monitoramento.

Exportação iraniana e cenário regional

Estimativas de dados de Kpler e Equasis indicam que os cargueiros iranianos continuaram a exportar petróleo para mercados asiáticos, totalizando mais de seis milhões de barris na semana, mesmo após ataques aéreos e bombardeios a instalações de petróleo. Fontes oficiais do Irã afirmam que a exportação de petróleo de Jarg não foi interrompida.

O estreito de Ormuz permanece como rota-chave para compradores do Golfo e para nações com acesso limitado ao mar, como Qatar, Baréin e Kuwait. Contudo, as interrupções e o aumento de custos logísticos promovem deslocamentos via terra por meio de rotas que passam por Síria, Jordânia e Arábia Saudita, ainda que mais onerosas e demoradas.

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