- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal a retirada de Eduardo Cunha da lista de investigados em inquérito sobre o grampo entre Michel Temer e Joesley Batista, de 2017.
- O parecer, enviado a Moraes na quarta-feira 18, sustenta que Cunha não compõe mais o polo passivo e que Temer já foi absolvido de embaraço à investigação de organização criminosa.
- A PGR também aponta incompetência do STF e recomenda o envio dos autos à 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
- O inquérito surgiu a partir de a gravação que sugeria articulação para atrapalhar investigações do quadrilhão do MDB, envolvendo Cunha, Funaro e outros.
- Dentre os investigados constam Joesley Batista, Ricardo Saud, Lúcio Funaro, Roberta Funaro e Rocha Loures.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF a retirada de Eduardo Cunha da lista de investigados em inquérito sobre o grampo entre Michel Temer e Joesley Batista, em 2017. O objetivo é excluir Cunha do polo passivo do caso.
O parecer foi enviado nesta quarta-feira (18) ao ministro Alexandre de Moraes, relator atual do processo. Gonet argumenta que Temer já foi absolvido de embaraçar investigações e que Cunha se beneficiou dessa ordem.
Segundo a PGR, não há relação entre Cunha e o suposto esquema de atrapalhar investigações do “quadrilhão do MDB”; a defesa sustenta que Cunha não integra mais o polo ativo. Alega, ainda, incompetência do STF no caso.
A Procuradoria aponta que os autos indicam Cunha como interlocutor, e não como representante de funções parlamentares. O pedido visa remeter os autos à 10ª Vara Federal do DF, para continuidade sob nova jurisdição.
Constam no inquérito também Joesley e Ricardo Saud, da J&F; Lúcio Funaro e Roberta Funaro; além de Rocha Loures, todos como investigados ou com participação. O caso envolve gravações e supostas tentativas de obstrução.
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