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França diz ser irrazoável exigir que Líbano desarme Hezbollah em bombardeios

França afirma que não é razoável exigir que o Líbano desarme o Hezbollah sob bombardeio; solução depende de negociação entre as partes

Aftermath of an Israeli strike, following an escalation between Hezbollah and Israel, in Beirut
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  • França afirma que é pouco razoável exigir que o Líbano desarme o Hezbollah enquanto o país é bombardeado por Israel; only negociações podem encerrar a crise, diz o enviado Jean-Yves Le Drian, citando mais de 900 mortos.
  • Le Drian ressaltou que Israel falhou em eliminar a capacidade militar do Hezbollah e não pode pedir isso ao governo libanês em três dias sob bombardeio.
  • Israel rejeita as negociações diretas propostas por Beirut, que vê a ideia com ceticismo; o presidente libanês expressou abertura a negociações diretas, mas o Hezbollah não aceitou.
  • Documento informal visto pela Reuters aponta proposta francesa de três meses para encerrar hostilidades e buscar um acordo de não agressão entre Líbano e Israel, com demarcação de fronteira e tropas da ONU para verificar desarmamento.
  • França busca papel de mediator com os Estados Unidos; ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, deve visitar o Líbano em breve.

O enviado especial da França para o Líbano afirmou que é injustificado esperar que o governo libanês desarme o Hezbollah, apoiado pelo Irã, enquanto o país é alvo de bombardeios de Israel. A declaração foi dada na quarta-feira, 18 de março, em Paris. Segundo Le Drian, apenas negociações podem encerrar a crise.

O conflito já deixou mais de 900 mortos, segundo autoridades libanesas. O Hezbollah entrou na guerra regional em apoio ao Irã, ampliando os ataques em território libanês e elevando a escalada com Israel. O governo de Beirute tem evitado medidas que possam agravar o confronto.

Israel rejeitou uma proposta de diálogo direto de Beirute como insuficiente e tardia, segundo fontes a par da situação. O presidente libanês, Michel Aoun, mostrou abertura para negociações diretas, que, no entanto, permanecem sem avanços práticos. O Hezbollah manteve resistência.

França busca papel mediador

França, com vínculos históricos com o Líbano, destacou que há um caminho de negociação possível desde que haja disposição de todas as partes. Le Drian mencionou propostas de Paris para encerrar o conflito, mantidas em contato com Washington, que ainda avalia as sugestões.

Documentos não oficiais vistos pela Reuters indicam uma posição francesa centrada em um prazo de três meses para encerrar hostilidades e avançar para um pacto de não agressão entre Líbano e Israel. As ideias incluem demarcação de fronteira, verificação de desarmamento e cooperação internacional para reconstrução.

O texto prevê ainda a retirada de pontos do território israelense, governança econômica e reformas em Beirute, além de mecanismos diplomáticos para resolver disputas. A França planeja manter diálogo com Israel e Estados Unidos, sem indicar uma data imediata para retomar negociações formais.

Perspectivas e próximos passos

Fontes diplomáticas destacam que a viabilidade de um acordo depende da vontade das partes. O ministro de Relações Exteriores da França deve visitar o Líbano em breve para avançar as negociações. O governo israelense não sinalizou planos de negociações diretas com o Líbano nos próximos dias.

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