- Israel autorizou sua força militar a matar qualquer oficial iraniano sênior na lista de assassinatos, conforme reportado.
- Oficiais israelenses compartilharam com os EUA a avaliação de que, em caso de levante, a oposição iraniana seria eliminada, o que contrasta com a estratégia de mudar o regime.
- Especialistas questionam se o regime iraniano pode ser derrubado por ataques a seus líderes, apontando que há camadas institucionais que podem promover substituições internas.
- Já foram alvo de ataques líderes como o líder supremo Ali Khamenei, o chefe de segurança Ali Larijani e o ministro da Inteligência Esmail Khatib; o impacto sobre a governança iraniana ainda é incerto.
- Analistas destacam que históricos de assassinatos realizados por Israel contra Hamas e Hezbollah reduziram o poder a curto prazo, mas não eliminaram esses grupos, sugerindo que a estratégia pode gerar resistência ainda maior.
Israel autorizou sua força militar a eliminar qualquer alto funcionário iraniano listado para assassinato, ampliando a estratégia de “decapitação” vista como resposta à resistência interna no Irã. A medida surge em meio a ações militares recentes contra nomes de peso do regime.
Especialistas questionam a eficácia dessa abordagem. Privadamente, funcionários israelenses teriam informado colegas norte-americanos que, em caso de levante, a oposição iraniana seria rapidamente esmagada. Analistas destacam que o regime possui estruturas institucionais que podem reagir internamente.
Entre as execuções atribuídas a ataques recentes estão o chefe supremo Ali Khamenei, o chefe de segurança Ali Larijani e o ministro da Inteligência Esmail Khatib, entre outros. A estratégia levanta dúvidas sobre impactos reais na substituição de lideranças e na dinâmicas de poder.
Efeitos sobre o regime e o público
Autores britânicos e norte-americanos avaliam que o regime iraniano não é altamente personalista e que cadeias institucionais podem promover nomes internos. Alguns alertam para o risco de que as ações reforcem a coesão do governo e levem ao endurecimento da resistência.
Analistas apontam que, historicamente, assassinatos de lideranças extremas reduziram a influência de grupos insurgentes apenas temporariamente. Em casos anteriores, como Hamas e Hezbollah, houve recuo inicial seguido de retomada de atuação por parte dos movimentos.
Para especialistas, o resultado provável da estratégia é um Irã internalmente instável e com maior propensão a ações fora de suas fronteiras, seja por ciberataques, uso de proxies ou terrorismo. A situação também pode provocar mudanças internas dentro das Forças Revolucionárias.
Perspectivas e contextualização
Alguns estudiosos destacam que, mesmo com ataques bem-sucedidos, não há garantia de desestabilização do aparato estatal. Em análise recente, o temor é de que o regime permaneça e se reorganize, promovendo substituições internas que dificultem mudanças democráticas.
Outros indicam que um levante popular bem-sucedido não é a consequência automática da decapitação. O cenário pode incluir resistência prolongada, com impactos variados sobre a estabilidade regional e a relação de poder entre Tehran e aliados.
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