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Escolha de Trump para o DHS: Mullin não serviu, mas fala como se tivesse servido

Mullin, sem ter servido, fala como veterano em entrevistas, o que deverá ser questionado na sabatina para liderar o Departamento de Segurança Interna

Markwayne Mullin, a Republican senator of Oklahoma, speaks during a Senate armed services committee hearing on 14 January 2025, on Capitol Hill in Washington.
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  • Markwayne Mullin, senador de Oklahoma, foi escolhido por Donald Trump para liderar o Departamento de Segurança Interna e será sabatinado pelo Senado na quarta-feira.
  • Mullin nunca serviu nas Forças Armadas dos EUA, mas costuma falar como se tivesse experiência de combate em entrevistas.
  • Em entrevista após o ataque dos EUA ao Irã, ele descreveu a guerra com sensações de cheiro e gosto, sem esclarecer se falava de experiência própria.
  • Há relatos de que Mullin insinuou ter trabalhado secretamente em zonas de guerra no Oriente Médio, embora sem detalhes verificáveis.
  • A sabatina deve questionar seu histórico e avaliar se ele deve substituir Kristi Noem no cargo, após a exoneração desta mês.

Markwayne Mullin, senador de Oklahoma indicado por Donald Trump para liderar o Department of Homeland Security (DHS) será avaliado pelo Senado nesta quarta-feira. Mesmo sem ter servido às Forças Armadas, ele costuma falar como se tivesse experiência em guerra em entrevistas públicas.

Após a ofensiva contra o Irã, Mullin descreveu a guerra com imagens sensoriais, atribuindo ao que descreveu ser experiência similar a quem esteve no front. Em meio às falas, ele mencionou um suposto papel de um secretário de defesa com vivência no tema, sem esclarecer a que se refere.

O senador não possuía serviço militar, mas herdou uma empresa de encanamento e disputou lutas de MMA. Segundo relatos a que teve acesso, Mullin já manteve conversas privadas em que sugeriria envolvimento em atividades de segurança privada em zonas de conflito no Oriente Médio antes de concorrer ao Congresso em 2012.

No decorrer de entrevistas, Mullin já indicou que participou de “trabalhos especiais” fora do DoD, sem detalhar as funções. Em episódios anteriores, ele afirmou ter vivenciado situações parecidas com ataques a instituições, sem explicitar seu histórico completo.

Também há registros de declarações ambíguas sobre experiências passadas em missões e evacuações de legisladores durante episódios de violência política. O conteúdo gerou cautela entre senadores durante a sabatina de confirmação, prevista para esta semana.

Além disso, Mullin relatou, em outra entrevista, que teve participação em operações no exterior, sem ter usado farda, e que trabalhou ao lado de contratados que atuaram em áreas de conflito. Essas falas despertam questionamentos sobre o perfil de líder que pretende ocupar o DHS.

Relatos de viagem e encontros anteriores indicam que Mullin visitou Israel em 2015, em uma viagem de cerca de 40 legisladores. À época, uma passagem foi marcada por críticas de uma funcionária que alegou comportamento inadequado durante o itinerário.

A sabatina pode exigir esclarecimentos sobre o que ele chama de “trabalho missionário” com tropas americanas, informações que ainda não foram completamente detalhadas pelo gabinete do senador. O DHS permanece sob escrutínio político devido a indicações anteriores de Trump.

A confirmação de Mullin ocorre após a demissão da ex-secretária Kristi Noem, citada pelo governo anterior, e a discussão sobre mudanças na condução da pasta de segurança interna. O processo envolve avaliação de competências administrativas e de políticas públicas.

Entre as dúvidas que deverão ser discutidas está a compatibilidade de Mullin com as funções de liderança, especialmente em temas de combate ao terrorismo, imigração e proteção de fronteiras, sem comprometer a neutralidade institucional.

Fontes próximas ao processo indicam que Mullin enfrentarão perguntas sobre transparência de seu histórico e sobre declarações que parecem extrapolar sua experiência pública. A avaliação do Senado deve observar critérios técnicos e legais.

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