- Markwayne Mullin, indicado por Donald Trump para substituir Kristi Noem na Secretaria de Segurança Interna, participou da audiência de confirmação, e especialistas expressaram preocupação com a liderança da FEMA.
- Mullin defendeu que a FEMA deve ser “reestruturada, não eliminada” e disse que revogará a prática de Noem de revisar pessoalmente despesas acima de cem mil dólares.
- O congressista não se comprometeu a acabar com cortes de funcionários da FEMA, afirmando apenas que a agência estará “adequadamente dimensionada” para responder a desastres.
- Críticos ressaltam o histórico de Mullin em relação às mudanças climáticas e à preparação para desastres, destacando que ele nunca atuou em comissões relevantes de segurança interna.
- A visão de Mullin sobre o papel da FEMA envolvendo estados liderando a resposta foi recebida com ceticismo por parte de especialistas, que lembram que a agência atua quando solicitada pelos estados. O relatório da GAO indica capacidade limitada da FEMA e pérdida de 10% da força de trabalho no primeiro semestre de 2025.
Markwayne Mullin, indicado por Donald Trump para substituir Kristi Noem no comando do Department of Homeland Security (DHS), passou por sabatina na Comissão de Segurança Interna do Senado. A sessão ocorreu nos Estados Unidos, com foco na condução da FEMA, órgão responsável por resposta a desastres.
Dispositivos de relato rápido apontam que Mullin defendeu uma reestruturação da FEMA, não a sua extinção, e prometeu revisar políticas de gastos acima de 100 mil dólares sem adotar o modelo de microgestão adotado por Noem. A postura foi recebida com cautela por gestores da agência.
Durante a sabatina, o senador ressaltou que pretende encontrar um líder qualificado para a FEMA, caso o Senado confirme Mullin. Diversos especialistas ressaltaram que a mudança de comando pode influenciar a capacidade de resposta a desastres no curto prazo.
Entre os pontos de atenção, a redução de quadro de funcionários da FEMA sob Noem foi questionada. Mullin não confirmou se pretende reverter as demissões, citando que algumas equipes estão hoje excessivamente grandes e que, no futuro, a agência estará adequadamente escalada.
Relatos de ex-funcionários da FEMA mostraram preocupação com a ausência de clareza sobre o que Mullin planeja para a gestão global da agência. Eles destacaram a importância de preservar a expertise interna e evitar cortes que comprometam a prontidão.
Observadores apontam que Mullin já enfrentou críticas por posições anteriores sobre mudanças climáticas e pela sugestão de que estados liderem a resposta a desastres, em vez da FEMA. Ele afirmou que a agência foi criada para atuarem como suporte aos estados, não como primeira resposta.
Ao longo do último ano, houve controvérsia sobre o papel da FEMA e a atuação do DHS em emergências. Análises apontam a importância de manter o equilíbrio entre liderança federal e responsabilidade local na gestão de desastres.
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