- A CPI do Crime Organizado rejeitou a convocação de Valdemar Costa Neto por 6 votos a 4.
- O requerimento buscava ouvir o maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, Fabiano Zettel, primo de quem seria operador financeiro do empresário Vorcaro; Zettel está preso.
- Também está na pauta a convocação da ex-assessora de Michelle Bolsonaro, Giselle dos Santos Carneiro da Silva, para investigar possível esquema de lavagem de dinheiro relacionado a despesas pessoais da ex-primeira-dama.
- A comissão deve ainda analisar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Guedes e Campos Neto, além de solicitar ao Coaf relatórios de inteligência financeira sobre as movimentações desses dois.
- Os requerimentos ligados ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro seguem em trâmite, com AC Neto tendo sido retirado da pauta a pedido do autor; outros nomes citados incluem Ronaldo Vieira Bento e Willer Tomaz.
A CPI do Crime Organizado no Senado rejeitou nesta terça-feira a convocação de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. O requerimento partiu do senador Humberto Costa e apurava doações de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Voraro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. A votação terminou 6 votos a 4 contra.
Segundo o apresentado, Zettel foi o maior doador das campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022. Ele está preso, sob a suspeita de atuar como operador financeiro de Vorcaro. A oposição sustenta que os laços entre o grupo Master e o governo federal devem ser investigados pela comissão.
Novas convocações e esquema de lavagem
A CPI também avaliaria a convocação de Giselle dos Santos Carneiro da Silva, ex-assessora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O requerimento aponta possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo pagamentos de despesas pessoais de Michelle. O tema deve ser analisado em sessão posterior.
Os parlamentares planejam ainda pedir a quebra de sigilos bancário e fiscal de Guedes e Campos Neto. Também está em análise o envio de pedidos ao Coaf para que sejam produzidos Relatórios de Inteligência Financeira sobre movimentações dos dois.
Contexto político e próximos passos
Os requerimentos ampliam o eixo de investigação para o entorno do ex-presidente Bolsonaro, conectando o caso Master ao bolsonarismo, segundo aliados da oposição. Guedes foi ministro de Bolsonaro e Campos Neto, indicado ao BC, também teve relação citada na estratégia de conjugar as investigações.
O ex-prefeito ACM Neto teve um requerimento retirado de pauta a pedido de Humberto Costa, sem consenso entre os autores. Também foram retirados da pauta requerimentos sobre Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania, e Willer Tomaz, advogado. Hoje está prevista a oitiva de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, afastado por suposta atuação irregular. Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital, também deve ser ouvido.
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