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Apoiadores da morte assistida na Escócia frustrados com apoio do Labour MSPs

Apoio modesto do Labour em Holyrood derruba o projeto de morte assistida, contrastando com a maioria de seus deputados no Parlamento britânico

The Liberal Democrat MSP Liam McArthur, who tabled the bill, said he was ‘devastated’ it was defeated.
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  • A lei de morte assistida na Escócia foi derrotada no Parlamento de Holyrood por 12 votos de diferença, numa votação a portas fechadas realizada na terça-feira.
  • Apenas três dos 20 membros do Labour em Holyrood votaram a favor, com três trocando o voto de sim para não.
  • No Parlamento de Westminster, o Labour apoiou amplamente a lei de morte assistida para Inglaterra e País de Gales no ano passado.
  • Em Holyrood, a maioria do SNP votou a favor (63% entre os que votaram) e o Conservative mostrou apoio de 21%; o Labour foi o grupo menos favorável, com apenas 15% de seus membros apoiando a proposta.
  • O deputado liberal democrata Liam McArthur disse estar devastado com o resultado e que não pretende reapresentar a medida antes das eleições de maio.

O projeto de descriminalização da eutanásia na Escócia foi derrotado no Parlamento de Holyrood em uma votação inesperadamente apertada, com margens maiores que o previsto. O texto ficou fora de tempo, após propostas apresentadas há cinco anos e uma semana de tramitação, em uma sessão que terminou à noite.

Apoio ao projeto

A meta era aprovar a legislação com ampla maioria, mas apenas três dos 20 deputados trabalhistas (MSPs) votaram a favor, com três mudando de sim para não. Em contraste, a bancada do Labour no Parlamento britânico apoiou a iniciativa para Inglaterra e Gales no ano passado.

Na votação em Holyrood, o apoio veio majoritariamente de independentes e de membros do SNP, com 63% dos 59 MSPs do SNP votando a favor, e apenas 21% dos 28 MSPs conservadores. O Labour ficou isolado, com apenas 15% de seus membros aprovando o texto.

Reações e motivações

Liam McArthur, responsável pela iniciativa, disse estar devastado com o resultado e afirmou que não pretende reapresentar o projeto antes das eleições de maio. Um porta-voz liberal democrata apontou que a oposição de membros do SNP e dos conservadores teve peso no resultado.

A líder adjunta do Labour, Jackie Baillie, negou qualquer coação ou instrução para votar, dizendo que três MSPs que mudaram de posição o fizeram por considerar que o texto não continha salvaguardas suficientes e havia desgaste entre profissionais de saúde. Alguns parlamentares afirmaram que fatores regionais e demográficos influenciaram a posição do partido, dada a composição religiosa em várias regiões.

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