- O prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, afirmou que a crítica de Angela Rayner à direção do governo de Keir Starmer merece ouvida e apoio, destacando a necessidade de ouvir a parlamentar.
- Rayner, ex-deputada premier e influente discreta, disse que a sobrevivência do Labour está em jogo e que o partido não pode apenas “passar o trapo” diante da queda de popularidade.
- Em seu discurso, ela classificou como “un-British” a proposta de aumentar de cinco para dez anos o tempo de residência necessária para obter residência permanente, marco de imigração defendido pelo governo.
- Burnham afirmou que as frustrações representadas por Rayner também foram ouvidas na byelection de Gorton e Denton e sugeriu que o Labour pode se mover mais à esquerda.
- O ministro do Gabinete, Nick Thomas-Symonds, comentou que o governo compartilha da “impatience with the pace of change” e defendeu os planos de imigração de Shabana Mahmood, evitando comentar sobre a liderança do partido.
Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, apoiou críticas duras à direção do governo de Keir Starmer feitas por Angela Rayner. A intervenção ocorreu após Rayner afirmar que a sobrevivência do Labour está em jogo e que o partido não pode manter o ritmo atual.
A modelo de liderança em disputa no Labour veio durante discurso em Londres, em evento organizado por Mainstream, grupo de campanha ligado a Burnham. Rayner chamou de “un-British” a proposta governamental sobre imigração, incluindo o aumento do tempo de residência qualificado para permanência de 5 para 10 anos.
Burnham, considerado possível rival de Rayner em uma eventual corrida à liderança, afirmou que há frustrações que também chegaram a distritos como Gorton e Denton, onde houve recente reviravolta eleitoral. Ele destacou que o partido precisa ouvir a crítica de Rayner para ajustar rumos.
Reação do governo e próximos passos
No programa Today, da BBC, Burnham disse que Rayner levanta “perguntas morais” sobre a gestão da imigração, e reconheceu que a migração líquida tem diminuído, pedindo que o governo conte melhor a sua história. Em resposta, o ministro do Gabinete, Nick Thomas-Symonds, informou que o governo compartilha da impaciência com o ritmo de mudanças, sem comentar sobre liderança interna.
Thomas-Symonds defendeu as propostas de imigração do governo, alegando equilíbrio entre justiça e segurança nas fronteiras. Questionado sobre a possibilidade de Rayner liderar o Labour, ele afirmou que não há vaga para a liderança no momento e evitou emitir juízos sobre a elegibilidade de Rayner.
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