Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Alerta no Mediterrâneo por navio russo à deriva após ataque com drones

Navio russo de LNG à deriva no Mediterrâneo após ataque de drones; nove países da UE alertam para o enorme risco ambiental da flotilha fantasma

El barco metanero 'Arctic Metagaz', varado entre la costa de Malta y la isla italiana de Lampedusa, el pasado 13 de marzo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Um cargueiro russo de LNG, Arctic Metagaz, está à deriva no Mediterrâneo com um enorme furo numa das laterais, após ataque com drones entre 3 e 4 de março; a Rússia atribui o ataque à Ucrânia.
  • O navio, de 277 metros de comprimento, seguia próximo a águas maltesas e italianas e agora se dirige a Libia; 30 tripulantes foram resgatados pela guarda costeira líbia.
  • Nove países europeus, incluindo Itália e Espanha, alertaram para o elevado risco ambiental e pedem medidas mais eficazes contra a chamada “flota fantasma” russa que navega no Mediterrâneo.
  • A organização WWF disse que um possível derramamento pode causar incêndios florestais, contaminação da água e da atmosfera, afetando ecossistemas marinhos vulneráveis da região.
  • A Ucrânia não se manifestou oficialmente sobre o incidente, mas vê os navios da frota clandestina como alvos legítimos; autoridades de Kiev já disseram ter atuado contra navios similares no passado.

O navio cisterna russo Arctic Metagaz, com 277 metros de comprimento, ficou à deriva no Mediterrâneo após um ataque com drones. A embarcação, que transporta gás natural liquefeito e combustíveis, sofreu um enorme alargamento na lateral e permanece sem tripulação a bordo. A Rússia atribui o ataque à Ucrânia.

Os nove países da UE, entre eles Itália e Espanha, alertaram para o risco ambiental grave causado pelo navio. Autoridades italianas e maltesas o descrevem como uma bomba ambiental e pedem medidas mais eficazes contra a chamada frota fantasma russa, que contorna sanções.

O Arctic Metagaz saiu de Murmansk em fevereiro, com carga de GNL, cerca de 450 toneladas de fueloil e 250 de diesel. Imagens mostram o casco inclinado, elevando temores de derramamento, incêndio ou explosão no mar.

O barco foi atacado entre 3 e 4 de março, segundo a Rússia, que culpa a Ucrânia. O presidente Vladimir Putin classificou o fato como ataque terrorista. Dos 30 tripulantes, todos foram resgatados pela guarda costeira da Líbia.

Inicialmente, autoridades portuárias da Líbia afirmaram que o navio havia afundado. Contudo, o Arctic Metagaz permanece à deriva, sem tripulação, em águas próximas a Malta e Itália, com rumo estimado à Líbia, segundo relatos internacionais.

O Fundo Mundial para a Natureza WWF alerta que, em caso de derramamento, pode haver incêndios florestais, nuvens criogênicas perigosas para a fauna marinha e contaminação extensa da água e do ar. A área é rica em biodiversidade e abriga espécies protegidas, além de ser rota de grandes predadores marinhos.

Ucrânia não comentou oficialmente o caso. O país costuma considerar barcos da frota clandestina russa como alvos legítimos em meio ao conflito. Em dezembro, serviços de segurança ucranianos afirmaram ter inutilizado três navios dessa frota no Mar Negro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais