- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rebateu Valdemar Costa Neto, dizendo que jamais houve acordo para barrar a CPI do Banco Master em troca da derrubada do veto à dosimetria.
- Alcolumbre classificou as acusações de Valdemar como mentiras reiteradas, comparando o dirigente a um mitômano, e afirmou não ter tratado do tema com ele.
- O senador informou que não há previsão de votação do veto ao PL da dosimetria no Congresso, após questionamento de Eduardo Girão sobre a data de apreciação.
- Valdemar havia afirmado que Alcolumbre seria um dos apoiadores de uma proposta para derrubar o veto de Lula e enterrar a CPI do Master, durante entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes.
- O projeto da dosimetria foi aprovado em dezembro; Lula vetou integralmente a proposta, que envolve redução de penas de envolvidos no 8 de janeiro e beneficia também condenados por suposta tentativa de golpe, incluindo Jair Bolsonaro.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta quarta-feira 18 que Valdemar Costa Neto mente sobre um suposto acordo para barrar a CPI do Banco Master em troca da derrubada do veto à dosimetria. Ele classificou o colega como mitômano.
Alcolumbre disse estar estarrecido com as acusações e afirmou que jamais tratou do tema com Valdemar Costa Neto. O senador negou qualquer combinação envolvendo a sessão, os vetos ou a CPI do Master.
O episódio ocorreu após questionamento de Eduardo Girão sobre a data de apreciação do veto da dosimetria. O presidente do Senado declarou que não há previsão para análise do veto.
Contexto e desdobramentos
No início do mês, Valdemar Costa Neto afirmou ter apresentado uma proposta a Rogério Marinho para votar a dosimetria desde que não houvesse a CPI do Master no Senado. Segundo ele, a ideia seria derrubar veto de Lula.
Valdemar contou ainda que o Congresso resiste a instalar a CPI, pois a investigação poderia atingir diversos setores. O trecho da entrevista voltou a circular recentemente em veiculação na TV Bandeirantes.
O projeto da dosimetria foi aprovado em dezembro e recebeu veto integral de Lula. A proposta reduz penas de envolvidos no 8 de janeiro de 2023 e beneficia condenados pela suposta tentativa de golpe.
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