- Uma bomba de 250 quilos, com cerca de 1,5 metro, foi lançada, possivelmente pelos militares do Equador no início de março, não explodiu e percorreu 300 metros até entrar no território colombiano.
- Ela acabou enterrada entre cultivos de coca e bananeiras, sendo encontrada dias depois por uma família de camponeses no Putumayo.
- O episódio desencadeou uma crise diplomática entre Colômbia e Equador, com o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusando o governante equatoriano, Daniel Noboa, de bombardear o país; Noboa negou e citou suposta indolência contra o narcotráfico.
- Autoridades afirmam que a bomba não era colombiana e apontam para origem equatoriana, com possível material norte-americano usado pelo Exército do Equador; uma comissão técnica conjunta deve investigar o caso.
- A detonação controlada ocorreu após especialistas levarem o artefato a um local seguro; o objetivo é esclarecer como chegou ao território colombiano e abrir canais de diálogo para reduzir a tensão.
O artefato explosivo, pesando 250 kg e medindo cerca de 1,50 m, não estourou como pretendido. Informações indicam que foi lançado, no início de março, por um avião militar do Equador. Em vez de explodir sobre alvos narcotraficantes na fronteira, ele ricocheteou no solo e avançou cerca de 300 metros, até chegar ao território colombiano.
O objeto foi encontrado dias depois por uma família de agricultores em áreas de cultivo de coca e bananeiras no Putumayo, sem testemunhas que viram a queda. A descoberta desencadeou uma crise diplomática entre Colômbia e Equador, alimentada por declarações públicas de líderes e pela suspensão temporária de canais oficiais.
Origens e contexto técnico
O ministro de Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, informou a jornalistas que a bomba não era de fabricação colombiana. Com base em informações militares, há indícios de que se trate de material norte-americano utilizado pelo Exército do Equador. A família que encontrou o artefato relatou o caso a repórteres do The New York Times.
O presidente colombiano Gustavo Petro acusou o Equador de bombardear território colombiano, enquanto o governo ecuatoriano negou qualquer intenção de atingir a Colômbia. A situação levou a reuniões entre autoridades dos dois países para esclarecer o ocorrido.
Desdobramentos diplomáticos
A Força Aérea Colombiana descreveu a explosão como improvável — o artefato não detonado passou a ser analisado como uma massa sujeita a leis físicas, com possibilidade de rapto ou ricochete ao se mover. Peritos estimaram que o raio de fragmentação poderia representar risco a pessoas em até 580 metros.
Em reunião com representantes equatorianos, foi confirmada a origem do artefato no ataque de 3 de março, no ponto La Isla, em Sucumbíos, próximo à fronteira. Uma comissão técnica bilateral deverá visitar o local para esclarecer detalhes do incidente.
Situação atual
Até o momento, o artefato foi removido e detonado sob controle, sem vítimas ou danos relatados. As autoridades colombianas destacaram a necessidade de restabelecer canais de comunicação com Quito para evitar novos atritos. O episódio permanece como tema de diplomacia e análise militar entre os dois países.
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