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Zanin vota para condenar três políticos do PL por corrupção com emendas

Zanin vota pela condenação de três deputados do PL por corrupção em emendas parlamentares destinadas ao interior do Maranhão, no STF

Presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin
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  • O ministro Cristiano Zanin, relator, votou pela condenação de Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção em esquema com emendas parlamentares no interior do Maranhão.
  • O julgamento ocorre na Segunda Turma do STF, com os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino ainda previstos; são quatro ministros na turma, e são necessários pelo menos três votos para condenação.
  • Zanin votou pela absolvição dos réus do crime de organização criminosa, dizendo que ainda não há fatos suficientes para configurá-lo neste episódio.
  • A defesa sustenta que as verbas citadas não seriam emendas parlamentares e aponta irregularidades ligadas a recursos de RP-2, incluindo um repasse de R$ 1,6 milhão a município do interior.
  • A Procuradoria-Geral da República requereu a condenação por corrupção e formação de organização criminosa; investigações indicam que verbas RP-2 eram negociadas entre governo e parlamentares como se fossem emendas.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, votou nesta terça para condenar três deputados do PL por corrupção em desvio de verbas de emendas para o interior do Maranhão. O caso envolve Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) em um esquema relacionado a emendas parlamentares.

Zanin foi o relator do caso e abriu o julgamento: ainda precisam votar Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Com quatro ministros na Segunda Turma, é necessária maioria de pelo menos três votos para condenação. Um empate resulta em absolvição.

O voto de Zanin não condena por organização criminosa. O ministro entende que não há fatos suficientes para esse crime no episódio em análise. Ele destacou que ainda há investigações da PF sobre alguns denunciados e que a responsabilização pode ocorrer em outras frentes.

Este julgamento representa o primeiro envolvendo desvios de emendas desde a divulgação do orçamento secreto. Em meio à crise institucional, o STF sinaliza ao Congresso como deve lidar com fraudes em emendas, que transportam verbas indicadas pelos parlamentares no orçamento da União.

O que se discute é a natureza das verbas. A Procuradoria-Geral da República aponta participação dos réus em um esquema que teria recebido retorno de cerca de 25% dos valores repassados a São José do Ribamar (MA). Defesas alegam que, em parte, recursos não seriam emendas, e que não havia relação de proximidade suficiente para enquadrar organização criminosa.

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