- A União Europeia adicionou nove militares russos à lista de sanções por sua atuação na massacrante ocupação de Bucha e em outras áreas da região de Kiev, com proibição de entrar na UE e congelamento de bens.
- Entre os sancionados está Alexander Chaiko, identificado pela UE como o comandante principal em Ucrânia no início da invasão em larga escala, ligado a ações em Bucha.
- A UE também puniu quatro pessoas ligadas à desinformação e à propaganda russa, incluindo o video bloguero Graham Phillips e o apresentador Franco-russo Adrien Bocquet, descrito pelo governo francês como recrutador de combatentes estrangeiros.
- O conjunto de medidas coincide com o quarto aniversário da invasão, marcada pela morte de cerca de 1,4 mil civis em Bucha durante os 33 dias de ocupação russa.
- Segundo a UE, outros alvo das ações de desinformação incluíram Sérguii Klyuchenkov e Erneste Mackevičius, cujas atividades nas plataformas de televisão e mídia visam justificar a guerra e difamar a Ucrânia.
A União Europeia ampliou hoje a lista de sanções por causa da guerra na Ucrânia. Nove militares russos são proibidos de entrar no território da UE e terão ativos congelados, por sua participação na massacre de Bucha e em ações na região de Kiev. Entre eles está o comandante no terreno de maior escalão na fase inicial da invasão.
Além disso, a UE impôs restrições a quatro indivíduos associadas à desinformação e à propaganda russas. Entre eles está o video bloguer Graham Phillips e Adrien Bocquet, apresentador franco-russo, apontados como figuras-chave na interferência e na desinformação na Europa e em outras regiões.
A lista inclui ainda Serguéi Klyuchenkov, acusado de veicular propaganda para justificar a guerra e estimular ações de violência contra civis, bem como Ernestas Mackevičius, apresentador de noticiário da TV estatal russa, que difundiu narrativas consideradas falsas sobre a guerra.
Entre os sancionados está Alexander Chaiko, descrito pela UE como comandante principal no momento da entrada das tropas em Bucha. Chaiko figura em investigações do SBU, o serviço secreto ucraniano, que o responsabiliza por crimes de guerra cometidos na região.
A medida ocorre quase quatro anos após o início da invasão, quando Bucha ficou sob ocupação de 33 dias. A ocupação resultou em números significativos de vítimas civis na região de Kiev, com amplo registro de violações associadas às forças russas.
Especialistas ucranianos acompanham as investigações sobre a responsabilidade de militares russos na ofensiva. Relatos apontam que ordens de alto escalão, inclusive de comandos próximos a Gerasimov e Putin, teriam influenciado táticas que visavam avançar sobre Kiev, com impacto sobre civis.
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