- O governo britânico se prepara para possível ação judicial contra Roman Abramovich após ele não cumprir, até 17 de março, a doação de 2,4 bilhões de libras arrecadadas com a venda do Chelsea FC.
- A disputa envolve se os recursos devem beneficiar apenas a Ucrânia ou também outras ações humanitárias; o dinheiro está em uma conta no Reino Unido administrada pela Fordstam.
- Autoridades disseram que vão tomar medidas para viabilizar o uso do dinheiro em fins humanitários na Ucrânia e ampliar o apoio a uma fundação independente criada para gastar os recursos.
- Abramovich vendeu o Chelsea em 2022 sob pressão do governo britânico, sob licença especial permitida pela sanção, desde que o dinheiro fosse usado para vítimas da guerra na Ucrânia.
- Organizações de assistência aplaudem a perspectiva de avançar com o processo, mas alertam que os atrasos prejudicam a Ucrânia; há relatos de interesse de usar os juros, estimados em cerca de 200 milhões de libras, fora da Ucrânia.
O governo britânico prepara um possível processo contra o bilionário russo Roman Abramovich. A decisão ocorre após ele não cumprir o prazo de 17 de março para entregar 2,4 bilhões de libras obtidos com a venda do Chelsea FC. A divergência envolve o destino final dos recursos.
Segundo autoridades, a liberação só seria destinada a ações humanitárias relacionadas à guerra na Ucrânia. O dinheiro permanece em uma conta bancária do Reino Unido sob controle da empresa de Abramovich, a Fordstam, enquanto as partes discutem o uso adequado.
A venda do Chelsea, em 2022, ocorreu sob licença do governo britânico, imposta pela sanção ao empresário. A licença permitiu a operação desde que os fundos beneficiassem vítimas do conflito, mas o acordo enfrenta impasses sobre aplicação exclusiva na Ucrânia ou em outros locais.
Desdobramentos legais e operacionais
As autoridades já anunciaram que vão intensificar preparativos para eventual processo, visando assegurar que o montante seja utilizado para fins humanitários. Abramovich foi notificado por meio de cartas enviadas aos seus advogados.
A parte governamental também comunicou o fortalecimento do apoio a uma fundação independente criada para gerir o dinheiro assim que houver liberação. A posição oficial indica que o anúncio do litígio é uma resposta ao não cumprimento do compromisso.
Organizações de ajuda humanitária reagiram com cautela. A Bond, que representa organizações de desenvolvimento, pediu a emissão de uma nova licença para permitir que os juros acumulados desde a venda, estimados em cerca de 200 milhões de libras, sejam usados fora da Ucrânia. Autoridades dizem estar abertas a essa possibilidade.
Reações e pontos de atenção
A ONG Save the Children destacou que a notícia de possível ação judicial é relevante, mas expressou preocupação com novos atrasos na liberação dos recursos. Além de comentar, procurou entender o impacto prático sobre as vítimas do conflito.
A defesa de Abramovich não forneceu comentários oficiais imediatamente, mantendo o silêncio sobre o andamento do caso. A situação permanece em aberto, com decisões pendentes sobre o uso específico dos recursos e a viabilidade de ações judiciais.
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