- O presidente Denis Sassou Nguesso foi reeleito na República do Congo com 94,82% dos votos, segundo a televisão estatal, ampliando seus quase 42 anos no poder.
- A eleição contou com seis opositores pouco conhecidos; as principais formações oposicionistas não disputaram, citando falta de transparência.
- Ativistas de direitos humanos dizem que houve prisões de ativistas e suspensão de partidos de oposição, além de monitoramento rígido de aglomerações públicas.
- O pleito teve abstenção e falhas: aberturas tardias de algumas urnas e apagão de internet em todo o país.
- O prazo para questionamentos é de cinco dias para candidatos derrotados, e o Tribunal Constitucional tem quinze dias para analisar possíveis contestações.
Denis Sassou Nguesso foi reeleito presidente da República do Congo, com 94,82% dos votos, segundo a televisão estatal. A eleição marca quase 42 anos no poder do líder, que tem 82 anos e concorreu contra seis adversários pouco conhecidos.
O pleito ocorreu após um período de forte controle do governo sobre o processo. Partidos da oposição optaram por não apresentar candidaturas, citando falta de transparência, e figuras de destaque foram presas.
Clima pré-eleitoral e participação
Atividades de direitos humanos foram alvo de críticas; ativistas foram detidos e manifestações públicas monitoradas, segundo a ONG local Joe Washington Ebina. Informantes também mencionaram suspensão de partidos de oposição.
Condições da votação
No domingo houve atrasos na abertura de algumas urnas e um apagão de internet em todo o país. A participação oficial divulgada pelo estado foi de 84,65%.
Desfecho e próximos passos
Candidatos derrotados terão cinco dias para entrar com recurso, e o Tribunal Constitucional terá 15 dias para analisar eventuais contestações antes de publicar o resultado final.
Cobertura e fontes
A apuração foi conduzida pela redação da Congo Republic Newsroom, com apoio de Reuters. A divulgação final depende de decisões judiciais e de eventual recurso dos derrotados.
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