- O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, disse não poder afirmar que Fábio Luís Lula da Silva tenha envolvimento no esquema por falta de provas.
- Uma testemunha afirmou que Lulinha recebia mesada de 300 mil reais do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, mas a acusação não foi comprovada e a base do governo teria blindado o filho do presidente.
- A CPMI aprovou a quebra de sigilo de Lulinha em bloco em 26 de fevereiro, junto com outros requerimentos, mas a decisão foi suspensa pelo STF em 5 de março para análise individualizada.
- O senador ressaltou que a suspensão da decisão pelo ministro Flávio Dino dificultou a confirmação de eventual envolvimento de Lulinha pela CPMI.
- A defesa de Lulinha disse que ele viajou a Portugal com o lobista em novembro de 2024 para conhecer uma fazenda de canabidiol, com as despesas pagas pelo lobista, que nega relação com o INSS.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse não poder afirmar que Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, esteja envolvido no esquema de fraudes por falta de provas. A declaração ocorreu após a CPMI ter aprovado a quebra de sigilo de Lulinha.
Segundo Viana, uma testemunha afirmou que Lulinha recebia mesada de 300 mil reais do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A defesa nega pagamento e sustenta ausência de provas.
A CPMI aprovou, em 26 de fevereiro, a quebra de sigilo de Lulinha em bloco, junto a outros requerimentos. A sessão foi marcada por discussões entre parlamentares, com agressões físicas. O sigilo já havia sido quebrado pela Polícia Federal em investigação anterior.
A decisão do STF, em 5 de março, suspendeu a medida. O ministro Flávio Dino afirmou que a análise detalhada e a votação individualizada eram necessárias. Viana afirmou que a suspensão impede a CPMI de avançar no tema.
A defesa de Lulinha confirmou que o jovem viajou a Portugal em novembro de 2024 com o lobista Careca do INSS. A viagem, segundo o advogado, teve como objetivo conhecer uma fazenda de canabidiol e foi paga pelo lobista, que era proprietário do espaço.
O advogado de Lulinha reiterou que não há qualquer ligação direta ou indireta com assuntos ligados ao INSS. Ele afirmou que a quebra de sigilo já demonstrou a ausência de vínculos e não existem novas evidências.
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