- Ali Larijani, 67 anos, era secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e figura central da política iraniana.
- Sua retirada seria um golpe pesado para o Irã, possivelmente maior do que a perda do líder supremo, segundo análises do Guardian citadas no texto.
- Ele desfrutava da confiança do IRGC, mesmo divergindo dos hardlin ers, e exercia influência junto a interlocutores estrangeiros como China e Rússia.
- A possível eliminação por Israel mostraria que os EUA/Israel não viam nele um substituto viável para liderar o Irã em caso de crise interna.
- Larijani ocupou cargos significativos ao longo da carreira, incluindo presidente do parlamento (2008 a 2020) e, desde agosto do ano passado, secretário do SNSC, além de ter participação na negociação do acordo nuclear de 2015.
O possível assassinato de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, seria um golpe grave para o país, segundo analistas citados. Autoridades israelenses não comentaram oficialmente o assunto. A notícia chega em meio a tensões regionais e a uma guerra em curso que envolve várias frentes.
Larijani, de 67 anos, era uma figura-chave que gozava da confiança do IRGC, ao mesmo tempo em que divergia de setores duros do establishment. Sua atuação preservou influência tanto no Irã quanto em relações com China e Rússia, segundo analistas ouvidos pela imprensa.
Ele assumiu o cargo de SNSC em agosto de 2025, após ataques israelenses contra o Irã em 2025. Sua função incluía avaliar lições do conflito de 12 dias entre Iran e adversários regionais e articular estratégias de defesa e diplomacia, reforçando laços entre o militar e a administração civil.
Contexto e possíveis impactos
Especialistas veem a morte como potencial divisor de águas para a linha de sucessão interna. A retirada de Larijani aumenta a incerteza sobre quem poderia influenciar a transição de poder, especialmente diante de disputas sobre a liderança suprema.
Pesquisa indica que sua saída estreita o leque de candidatos viáveis dentro do espectro pró-IRGC, complicando cenários de governabilidade no pós-conflito regional. A repercussão inclui questionamentos sobre a relação entre governo, IRGC e instituições civis.
Ainda não há confirmação oficial de autoria ou motivação do ataque, nem informações sobre o local do ocorrido. A comunidade internacional acompanha com cautela os desdobramentos e possíveis impactos nas negociações externas do Irã.
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