- A primeira-ministra Mette Frederiksen, do Partido Social-Democrata, busca um terceiro mandato na eleição parlamentar de 24 de março.
- Sua defesa firmada sobre a Groenlândia, diante de Donald Trump, é central na campanha, apesar de dúvidas sobre o foco no custo de vida interno.
- Pesquisas mostraram queda do apoio ao partido para 17% em dezembro, com recuperação para cerca de 22% nas semanas recentes.
- Entre as controvérsias da gestão estão o abate de visons em 2020 por motivos sanitários, a aprovação de um feriado público para financiar defesa e críticas à postura de liderança centralizada.
- Internacionalmente, Frederiksen ganhou destaque ao lidar com crises globais, como pandemia, invasão da Ucrânia e disputas com os EUA, o que sustenta a avaliação de que pode se tornar a líder mais tempo desde 1942.
Denmark entra em novas eleições gerais com a primeira-ministra Mette Frederiksen defendendo abertamente uma postura desafiadora em relação aos Estados Unidos sobre a Groenlândia. A votação ocorre em 24 de março, em meio a dúvidas sobre se a líder conseguirá um terceiro mandato.
Frederiksen, de 48 anos, aposta que sua posição firme no impasse com Washington sobre a Groenlândia pode superar críticas sobre a inflação e o custo de vida no país. Sua relação com os eleitores mudou desde derrotas locais no ano passado, com a popularidade oscilando.
O pleito ocorre em meio a um histórico de crises que elevaram o perfil internacional de Frederiksen, incluindo a pandemia, a invasão da Ucrânia, incursões com drones e turbulência com os EUA. No plano interno, porém, surgem ceticismos sobre foco e gestão.
A trajetória da premiê mostra uma guinada de uma postura inicialmente cética à integração europeia para uma defesa mais conjunta dentro da UE. Em questões de imigração, ela adotou medidas restritivas, o que afastou apoiadores à esquerda, embora tenha fortalecido alianças no exterior.
O mandato anterior de Frederiksen já apresentou episódios marcantes, como a decisão de ceifar a criação de um holiday público para financiar defesa, além de uma decisão polêmica durante a pandemia envolvendo o abate de visons. Auditorias apontaram falhas legais nesse episódio.
Analistas apontam que a confiança pública oscila conforme a condução de crises, levando alguns a dizer que o desgaste de liderança pode pesar no resultado eleitoral. No cenário externo, Frederiksen tem emergido como defensora da Ucrânia e associada a uma postura mais firme em assuntos de defesa.
Se reeleita, Frederiksen pode se tornar a líder mais longevo desde a Segunda Guerra Mundial, aproximando-se de um mandato de quase 11 anos. A imprensa aponta ainda a possibilidade de a pauta da Groenlândia dominar o termômetro do governo durante o novo mandato.
Segundo pesquisadores, há percepção de que o país depende mais de governança estável do que de grandes mudanças. A disputa eleitoral permanece centrada em como equilibrar segurança, economia e políticas sociais num contexto de pressão inflacionária.
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