- A primeira-ministra Giorgia Meloni participou do podcast de um rapper para defender o voto “sim” no referendo da justiça.
- O pleito, marcado para 22 e 23 de março, discute um projeto do governo para reformar o Judiciário.
- A mudança proposta separa as carreiras de juízes e promotores, encerrando o modelo atual em que compartilham o mesmo exame de entrada.
- Meloni vinha mantendo perfil baixo na campanha, mas passou a usar televisão e imprensa para mobilizar apoiadores, especialmente jovens.
- O Pulp Podcast, que tem mais de 300 mil seguidores no YouTube, deve ir ao ar em 19 de março; a líder disse que não renunciará se for derrotada.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni participou de um podcast popular para promover o voto sim no referendo sobre o judiciário, marcado para 22 e 23 de março. O episódio, ligado a um programa apresentado por um rapper conhecido, foi usado para alcançar eleitores jovens.
A mobilização ocorre em meio a um pleito polêmico sobre o plano governamental de reformar o sistema judiciário, que dividinga opiniões entre apoiadores, que defendem modernização, e opositores, que veem risco de controle estatal sobre promotores.
Meloni participou do podcast Pulp, apresentado pelo rapper Fedez e pelo coanfitrião conhecido como Mr. Marra. A gravação inclui um debate sobre questões de segurança interna e a guerra no Irã, entre outros temas, segundo nota do produtor.
Em divulgação, a produção informou que a líder não deixaria o cargo caso o resultado seja negativo. A declaração envolve ainda a defesa de que, sem mudanças, o sistema judicial pode permanecer com funcionamento inadequado, segundo a produção.
O episódio foi divulgado após Meloni manter perfil relativamente discreto na campanha, com entrevistas dadas a televisão e imprensa para estimular o comparecimento às urnas. O objetivo é manter o apoio de sua base, tradicionalmente menos engajada na pauta.
Contexto da reforma
O plebiscito propõe separar as carreiras de juízes e procuradores, encerrando o modelo atual, em que ocupam a mesma via de ingresso e podem trocar de função no início da carreira. A reforma é vista como uma tentativa de modernizar o sistema, embora haja oposição ferrenha.
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