- Líderes religiosos pedem que o governo pause e revise planos de limitar o direito a residência permanente de refugiados no Reino Unido, reduzindo a proteção de cinco anos para 30 meses.
- O conceito prevê que, após 30 meses, se os países de origem forem considerados seguros, os refugiados sejam incentivados a retornar, encerrando o regime atual de proteção prolongada.
- O projeto pode levar à remoção compulsória de famílias — inclusive crianças — que não aceitarem sair voluntariamente, sob o novo mecanismo.
- Um esquema piloto oferece até 40 mil libras a 150 famílias com pedidos de asilo rejeitados para deixarem o país voluntariamente; caso contrário, enfrentam remoção forçada.
- Em carta ao Guardian, sete bispos, três rabinos e um imam dizem que as propostas são falhas, apressadas e podem comprometer coesão social e caminhos claros para a cidadania.
Religiosos britânicos pedem que Shabana Mahmood pause e reveja as mudanças propostas para o asilo no Reino Unido. Em carta ao Guardian, sete bispos, três rabinos e um imam expressaram “graves preocupações” com o novo modelo de concessão de proteção.
O plano prevê reduzir o período de proteção de cinco anos para 30 meses para adultos e crianças acompanhadas que solicitarem refúgio. Ao fim de 30 meses, se os países de origem forem considerados seguros, a pessoa deverá retornar.
O governo também planeja retirar o direito a residência permanente após o período de proteção, abrindo a possibilidade de remoção forçada de famílias que não deixarem o país voluntariamente. Um esquema piloto oferece até £40 mil a 150 famílias com pedidos rejeitados para deixarem o Reino Unido.
Os signatários destacam que as mudanças foram anunciadas de forma rápida e que podem afetar a vida de mais de um milhão de pessoas nas próximas duas décadas. Eles afirmam que estabilidade, pertencimento e um caminho claro para a cidadania são essenciais para comunidades coesas.
Entre os signatários estão o lord bispo de Leicester, Martyn Snow, a rabina Rebecca Birk e o imam Qari Asim. A carta solicita aos ministros que reavaliem as propostas antes de avançar com a implementação.
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