- Israel afirmou ter matado Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional e figura-chave do regime iraniano, em ataque reivindicado pelo governo de Israel.
- Teerã não confirmou o estado dele; as autoridades também anunciaram a morte de Gholamreza Soleimani, chefe da força Basij, nessa ação.
- Larijani foi visto publicamente pela última vez na sexta-feira, durante as manifestações do Dia de Jerusalém, e já tinha feito um apelo a países muçulmanos para se unirem contra EUA e Israel.
- O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as operações continuam intensas para degradar o regime iraniano e que o objetivo é abrir caminho para mudanças pelo povo iraniano.
- O líder supremo iraniano, Mojtaba Jameneí, rejeitou propostas de alto fogo e pediu retaliação; o presidente Masud Pezeshkian convidou os iranianos a homenagearem 84 marinhos mortos em um ataque anterior, com 34 praças de Teerã reservadas para os funerais.
Israel afirma ter eliminado Ali Larijaní, secretário do Conselho de Segurança Nacional, em ataque aéreo realizado durante a escalada de hostilidades na região. A ação, conforme comunicado oficial, seria a mais relevante desde o assassinato do líder supremo Ali Jameneí, em fevereiro.
O governo iraniano não confirmou oficialmente o estado de Larijaní. A agência Tasnim publicou uma nota que, supostamente manuscrita, lembrava 84 marinos mortos por um torpedo americano. Não fica claro se a nota serve como desmentido ou como mensagem prévia ao evento. A mensagem está datada 17 dias após Jameneí.
Larijaní foi visto publicamente pela última vez na sexta-feira, em atos pelo Dia de Jerusalém. Na segunda-feira ele fez um apelo a países muçulmanos para unir-se contra a agressão dos EUA e de Israel, destacando a unidade da umma como caminho para segurança e independência.
A ofensiva de Israel não se limitou a Larijaní. O governo informou ter eliminado também Gholamreza Soleimani, chefe da força Basij, um dos pilares do aparato de repressão do regime iraniano. A confirmação elevou o tom da resposta israelense.
Israel descreve as ações como parte de uma campanha para fragilizar o regime iraniano, afetando capacidades de lançamento de mísseis e infraestrutura estratégica. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as forças continuam operando com intensidade no Irã.
A Guarda Nacional iraniana e as forças de apoio à reposta não divulgaram balanços oficiais de vítimas até o momento. Imagens de áreas bombardeadas sugerem danos significativos em várias localidades. Teerã afirma manter operações no Golfo para responder aos ataques.
Enquanto isso, Teerã intensificou retaliações na região, com ataques a alvos na região e a embaixadas da Bélgica e dos EUA recebendo atenção. Países vizinhos relataram incidentes com foguetes e drones, ampliando a tensão regional.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações visam pressionar o regime iraniano. Em declarações oficiais, ele ressaltou que as operações continuam até que o regime seja enfraquecido, abrindo espaço para mudanças políticas no Irã.
Mojtaba Jameneí, novo líder supremo, reiterou postura firme diante das propostas de mediação. Um alto funcionário iraniano citado pela Reuters indicou que o regime rejeita um cessar-fogo e insiste em exigir rendição de EUA e Israel como condição para qualquer acordo.
O governo iraniano convocou os cidadãos a acompanhar os rituais fúnebres dos 84 marinos mortos. Os tambores oficiais preparam cerimônias em 34 praças de Teerã, onde os caixões deverão ser exibidos para o público, em meio a relatos de outros soldados dados como desaparecidos.
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