- Gilberto Kassab deve deixar a Secretaria de Governo de São Paulo até 31 de março para se dedicar às articulações do PSD nas eleições.
- Kassab assegura a continuidade de Felício Ramuth (PSD) como vice de Tarcísio de Freitas na tentativa de reeleição.
- O PL queria André do Prado (presidente da Alesp) como segundo nome na chapa de Tarcísio, mas Ramuth foi mantido.
- André do Prado deve compor a chapa de Tarcísio para o Senado Federal, ao lado de Guilherme Derrite (PP).
- A viabilidade da estratégia do PSD também se sustenta na força do partido na Assembleia e no número de prefeitos: 212 em 645 municípios paulistas.
Gilberto Kassab planeja deixar a Secretaria de Governo de São Paulo até 31 de março para concentrar-se nas articulações do PSD, partido que preside nacionalmente. A meta é fortalecer a campanha do partido nas eleições, alinhando os movimentos de PSDB? Não, de Kassab com Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A vitória anunciada envolve Felício Ramuth (PSD) na chapa como vice-governador na tentativa de reeleição de Tarcísio. A decisão já teria sido comunicada pelo governador a aliados nesta semana. O PSD busca manter o espaço de influência no governo paulista.
A operação mexe também no xadrez de outros concorrentes. O PL cobiçava indicar André do Prado, presidente da Alesp, como segundo nome na chapa de Tarcísio. A aposta, porém, foi preterida em favor de Ramuth, segundo apuração de aliados.
Pelo lado federal, André do Prado deve ir para a chapa do governador ao Senado, com Guilherme Derrite (PP). O movimento formaria o que alguns chamam de *dream team* bolsonarista em São Paulo. Outras opções citadas são o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), e o deputado Mário Frias (PL).
A escolha de Tarcísio e a vitória de Kassab refletem, segundo aliados, a força do PSD na Assembleia Legislativa. O partido contabiliza 212 prefeitos entre 645 municípios paulistas, o que reforça o peso político da sigla no estado.
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