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Deputados do PP do Piauí pagaram faturas do cartão de Ciro Nogueira, aponta Coaf

COAF aponta pagamento de faturas do cartão de Ciro Nogueira por dois deputados do PP-PI; R$ 17 mil em 2024, ligado à BK Bank

Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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  • Deputados Átila Lira e Júlio Arcoverde, ambos do PP do Piauí, tiveram faturas de cartões de crédito de Ciro Nogueira pagas por eles; total de cerca de R$ 17 mil em 2024, conforme documento ao COAF ligado à BK Bank.
  • Caixa Econômica Federal classificou o comportamento da conta de Ciro Nogueira como “inusitado”; pagamentos de faturas ocorreram em junho, incluindo R$ 3.457,00 (Lira) e R$ 13.693,54 (Arcoverde), além de uma fatura de R$ 120.839,96 no BRB em 17 de junho.
  • O relatório também aponta remessa em dólares, no valor de R$ 25.821,19, recebida em junho por meio de um condomínio residencial em Miami Beach; motivo da transferência não foi explicado.
  • Arcoverde disse que o pagamento pode estar relacionado a uma encomenda durante viagem internacional; afirmou não ter feito os pagamentos. Lira negou ter efetuado qualquer pagamento de faturas de cartão.
  • A pasta de Ciro Nogueira envolve ainda questões legais: a legislação permite pagamento por terceiros, mas há possíveis implicações de lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e corrupção se utilizado para ocultar a origem ou beneficiar terceiros.

Ao todo, faturas de cartões de crédito vinculadas a Ciro Nogueira foram pagas por dois deputados do PP-PI, segundo documento do COAF. O total é de cerca de R$ 17 mil, relativo a 2024.

O material aparece no Relatório de Inteligência Financeira do COAF sobre a BK Bank, fintech associada ao caso de lavagem de dinheiro investigado pela PF. O relatório cita pagamentos feitos a partir de contas vinculadas a Nogueira.

Segundo a Receita Federal, o crime organizado movimentou R$ 46 bilhões apenas no BK Bank. O COAF aponta que o senador enviou R$ 12.297,92 para contas da BK Bank.

A Caixa Econômica Federal descreveu o comportamento da conta de Nogueira como inusitado, com análise focada no período de janeiro a junho de 2024. O caso envolve operações de natureza potencialmente irregular.

Primeiro pagamento envolvendo Átila Lira

No dia 4 de junho de 2024, Átila Lira quitou um boleto de R$ 3.457,00 referente a um cartão de crédito BRB no nome de Ciro Nogueira. O deputado afirmou ao g1 que não houve pagamento por sua parte.

Segundo pagamento envolvendo Júlio Arcoverde

Em 19 de junho, houve outra fatura quitada, de R$ 13.693,54, pelo deputado Júlio Arcoverde, presidente do PP no Piauí. Arcoverde disse que pode ter relação com algum pedido feito durante viagem do senador.

Pagamento recente de Nogueira

Em 17 de junho, Nogueira liquidou uma fatura de R$ 120.839,96 no BRB, alvo de investigações sobre o caso Master. A Caixa destacou que a operação apresentou movimentação incompatível com o patrimônio do senador.

Remessa em dólares e outras informações

Ainda em junho, a Caixa identificou uma remessa em dólares no valor de R$ 25.821,19 para a conta de Nogueira. O recurso veio de um condomínio em Miami Beach, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, considerado doador sem contrapartida.

A instituição financeira classificou a remessa como transferência cuja origem não foi devidamente justificada. O condomínio também descreveu a operação como transferência sem contrapartida.

Relações e possíveis incidências legais

O relatório aponta que os pagamentos envolvem pessoas politicamente expostas (PEPs) e menciona vínculo do filho de Arcoverde com o gabinete de Nogueira. A legislação brasileira permite o pagamento de obrigações por terceiros, desde que não haja impedimento legal.

Entretanto, a lei de lavagem de dinheiro tipifica como crime ocultar a origem de recursos. No âmbito público, atos que configurem improbidade ou corrupção podem ser enquadrados, conforme o contexto.

Contexto adicional

O caso envolve ainda ligações de Nogueira com o setor financeiro, incluindo menções a Vorcaro. Em mensagens, Vorcaro comentou emendas parlamentares e eventos envolvendo o senador, com repercussões no cenário político e financeiro.

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