- O governo de direita do Chile começou a usar máquinas pesadas para cavar trincheiras na fronteira norte com o Peru, próximo ao posto de fronteira de Chacalluta.
- A medida atende à promessa do presidente José Antonio Kast de instalar barreiras físicas para reduzir entradas ilegais e ampliar a presença militar na fronteira.
- Kast inspecionou o início das obras, chegou a subir em uma escavadeira e cumprimentou militares da região.
- O governo diz que as trincheiras visam restabelecer o controle do Estado, como parte de ações de “governo de emergência” para estabilizar finanças públicas e combater o tráfico de drogas.
- Críticos destacam preocupações de direitos humanos, enquanto o presidente sustenta que, nos últimos anos, mais de 180 mil pessoas entraram irregularmente no país.
Santiago, 17 de março (Reuters) — O governo de direita do Chile começou a usar maquinário pesado para cavar trincheiras na fronteira com o Peru, dando cumprimento à promessa de campanha do presidente José Antonio Kast de reduzir a migração irregular e ampliar a presença militar na região.
A obra começou próximo ao posto fronteiriço de Chacalluta, onde Kast afirmou que as medidas visam restaurar o controle do Estado. Durante a visita, o presidente subiu em uma das escavadeiras e cumprimentou militares locais.
Kast assumiu o cargo há uma semana e já decretou medidas de segurança para reforçar o controle na fronteira norte. Segundo ele, as trincheiras ajudam a conter a passagem irregular de pessoas.
Controvérsias e críticas
Autoridades de direitos humanos e movimentos migratórios questionam o impacto das ações sobre migrantes, ressaltando a necessidade de respeitar princípios como devido processo e direitos humanos.
O Observatório de Governança Migratória e Direitos Humanos destacou a importância de considerar tratados internacionais e a proteção de famílias.
Kast afirma que a prioridade é reforçar a segurança, combater tráfico de drogas e enfrentar o crime organizado, citando números de migração irregular para embasar a medida. A agência relatou que, nos últimos anos, mais de 180 mil pessoas ingressaram irregularmente no Chile.
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