- Houve queda de energia em Cuba, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem eletricidade; até segunda-feira à tarde o restabelecimento ainda ocorria, com cerca de 30% das casas de Havana reconectadas até o meio-dia de terça.
- A rede elétrica cubana é antiga e sofre interrupções desde outubro de 2024; o desabastecimento de combustível agrava os apagões.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, insinuou que poderia “tomar” Cuba, elevando as tensões entre os dois países.
- Cuba sinaliza abertura a reformas econômicas e a relações comerciais com empresas americanas e cubanos no exterior.
- O governo americano mantém pressão, com o secretário de Estado afirmando que as medidas anunciadas não são suficientes e relatos indicam cobrança pela demissão de Miguel Díaz-Canel segundo a imprensa norte-americana.
O país viveu um apagão nacional na tarde de segunda-feira, deixando aproximadamente 10 milhões de habitantes sem energia. Dificuldades de fornecimento se agravaram conforme equipes de emergência trabalhavam para restabelecer a rede. No momento em que a energia começou a retornar, o governo cubano sinalizou esforços de reparo gradativo.
A verve do anúncio de Trump elevou tensões. O ex-presidente sugeriu, em tom contundente, a possibilidade de intervir na ilha. As declarações repercutiram entre cubanos no país e na diáspora, que já enfrentavam noites com calor, fome de alimentos conservados e interrupções em serviços públicos.
Impacto humano e econômico
Em Havana, famílias recorriam a fontes solares para atividades básicas. Mora em La Lisa relata dificuldades com mosquitos e a saúde de crianças, em meio a uma crise de abastecimento. A cidade já vivia com desabastecimento de água decorrente de falhas no sistema elétrico.
A rede elétrica antiga, com quedas desde outubro de 2024, continua vulnerável. Três apagões nacionais ocorreram nos últimos meses, agravando a produção de energia e ações estatais, como suspensão de voos e fechamento de empresas.
A tensão política e as reformas
Com a interrupção de energia, o governo cubano sinalizou abertura a reformas econômicas para atrair investimentos. Autoridades destacaram disposição de manter relações comerciais com empresas norte‑americanas e cubanos no exterior.
Antes, o governo havia indicado que negociações com Washington vinham ocorrendo, com ministros sinalizando mudanças para melhorar o ambiente de negócios no país. Deputado do governo informou que Cuba busca participação de empresas estrangeiras em setores estratégicos.
Reação e institucionalidade
Representantes dos EUA defenderam que as medidas anunciadas não seriam suficientes, sugerindo que novas ações podem ser adotadas. Observadores apontam que o cenário político em Havana pode acelerar reformas para estabilizar a economia.
Autoridades cubanas disseram que a restauração da energia deve ocorrer de forma gradual para evitar novos problemas. O epicentro da crise permanece em Havana, com o resto da ilha recebendo aos poucos o retorno parcial da energia.
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