- Ali Larijaní, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morreu em meio a uma operação militar atribuída a Israel, tornando-se uma figura influente na política iraniana nas últimas décadas.
- Ao longo da carreira, teve papel central no acordo nuclear, na gestão de crises de segurança e na repressão a protestos contra o regime.
- Nascido em 3 de junho de 1958 em Nayaf, Iraque, veio de uma família clerical; ingressou na radiotelevisão estatal em 1979 e dirigiu a emissora de 1994 a 2004.
- Ocupou o cargo de secretário do Conselho em dois períodos, de 2005 a 2007 e retornando em agosto de 2025, com apoio do núcleo duro do poder.
- Foi um dos principais responsáveis pela resposta às protestas de janeiro, com mortes atribuídas pela ONG HRANA entre milhares e a cifra oficial de 3.117.
Ali Larijaní, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morreu durante uma operação atribuída ao Exército de Israel. A confirmação ocorreu em meio a tensões entre Irã e Israel, com o governo iraniano ainda avaliando o desdobramento. A morte destaca a presença de figuras-chave na política de segurança iraniana.
Larijaní foi uma peça central na estrutura de poder do regime, atuando como elo entre o líder supremo e as organizações de segurança. Com formação em ciências da computação e filosofia, ele também ocupou cargos em veículos estatais e em comissões parlamentares ao longo da carreira.
Antes de ingressar no governo, integrou a Guarda Revolucionária Islâmica e ocupou funções de alta responsabilidade no Exército. Nos anos 1990, liderou projetos ligados à radiotelevisão estatal, ampliando a presença midiática do regime.
Ao longo dos anos, o político manteve forte alinhamento com o núcleo do poder, mesmo diante de divergências com diferentes presidentes. Em 2024, retornou ao primeiro plano, atuando em missões diplomáticas e, em 2025, reassumiu a secretaria do Conselho de Segurança Nacional.
O falecimento ocorre em um contexto de escalada de hostilidades com Israel, acirrado pela cobrança internacional sobre o programa nuclear iraniano. Líderes iranianos não publicaram detalhes oficiais sobre as causas, citando informações ainda em apuração.
Dados oficiais do regime apontam que a operação intensificou o controle de segurança interno. Organizações de direitos humanos estimaram números variados de mortos durante protestos recentes, com contagens divergentes entre fontes locais e internacionais.
A morte de Larijaní levanta questionamentos sobre o papel de figuras de alto escalão na condução de crises regionais. Analistas destacam que sua atuação integrou decisões ligadas à política nuclear, à repressão de manifestações e a negociações internacionais.
Ao longo de décadas, Larijaní foi figura de influência em diferentes esferas do poder, desde a mídia estatal até o aparato de segurança. Sua trajetória reflete uma estratégia de manter o controle político sob a liderança do regime, em cenários de tensão externa.
As informações disponíveis indicam que o Irã continuará avaliando impactos políticos e estratégicos da perda de um de seus interlocutores mais influentes. O governo não detalhou planos de substituição, mas sinalizou continuidade na condução de políticas de segurança.
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