- Gerry Adams, ex-líder do Sinn Fein, de 77 anos, afirmou no High Court de Londres que nunca foi membro do Irish Republican Army (IRA).
- Ele é réu em ação civil movida por três pessoas feridas em atentados no Reino Unido nas décadas de setenta e noventa, buscando responsabilizá-lo como membro sênior do IRA.
- Os ataques envolveram o atentado no Old Bailey, em 1973, e explosões em Docklands, Londres, e Manchester, em 1996.
- Adams afirmou, por escrito, que nunca teve cargo no IRA, nem no Army Council, nem função de comando dentro da organização.
- Ele assumiu a liderança do Sinn Fein em 1983, tornando-se a face mais conhecida do movimento que busca encerrar o domínio britânico na Irlanda do Norte.
Gerry Adams, ex-líder do Sinn Fein, negou nesta terça-feira que já tenha sido membro da IRA durante depoimento no High Court, em Londres. O processo civil envolve três ataques ocorridos na Grã-Bretanha entre as décadas de 1970 e 1990. Adams é citado no caso como alvo de responsabilização, por ser visto como figura de destaque na organização paramilitar.
A ação é movida por três pessoas feridas nos ataques: um atentado na Old Bailey, em 1973, marcado como o primeiro da IRA no território britânico, e duas explosões em 1996, em Docklands, Londres, e em Manchester. Os demandantes buscam reconhecer, por meio do juízo, responsabilidade de Adams como membro sênior da IRA.
Em seu depoimento por escrito, Adams afirma: nunca foi membro da IRA nem de seu Conselho de Comando. Também sustenta não ter ocupado qualquer função ou cargo dentro da organização. Acrescenta que nunca teve papel de comando ou controle na IRA nem foi uma figura sênior.
Adams entrou no tribunal aos 77 anos e desejou um “feliz Dia de São Patrício” ao juiz antes de ser questionado sobre sua entrada no Sinn Fein em 1964, quando o partido enfrentava proibição na época. O caso busca esclarecer se ele pode ser responsabilizado civilmente.
Contexto do processo
O Sinn Fein, liderado por Adams a partir de 1983, é hoje o maior partido da Assembleia da Irlanda do Norte. O ex-líder continua a negar vínculos com a IRA, em acordo com sua defesa, que sustenta que não houve participação dele em funções estratégicas da organização.
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