- Ministros das Relações Exteriores da União Europeia sinalizaram “sem apetite” para ampliar a missão naval da UE no Oriente Médio até o Estreito de Hormuz, por enquanto.
- A missão Aspides, criada em dois mil e vinte e quatro para proteger navios no Mar Vermelho contra ataques do grupo Houthi, não teve mudança de mandato anunciada.
- A operação tem, sob seu comando direto, um navio italiano e um grego, podendo contar com apoio de um navio francês e de outro italiano.
- Houve expectativa de reforçar a missão, mas, no momento, não houve acordo para ampliar o mandato.
- Mesmo com o Estreito de Hormuz no centro das atenções, o Mar Vermelho continua crítico para o tráfego de petróleo e gás natural liquefeito.
A União Europeia não pretende ampliar a missão naval no Oriente Médio para o Estreito de Hormuz no momento. A informação foi passada pela chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, nesta segunda-feira, em Bruxelas, após encontro de ministros.
A Aspides, missão criada em 2024 para proteger navios no Mar Vermelho diante de ataques do grupo Houthi, opera com uma fragata italiana e outra grega sob comando direto. Além disso, pode contar com apoio de um navio francês e de mais uma embarcação italiana.
Kallas indicou que houve interesse em reforçar a operação, mas não houve consenso para ampliar o mandato. A discussão destacou a importância do Estreito de Hormuz, porém salientou que o Mar Vermelho continua crítico para as operações da frota europeia.
Situação da missão Aspides
Segundo a chefe da diplomacia europeia, o foco permanece em fortalecer a capacidade existente, não em ampliar o escopo imediato para Hormuz. A reunião de ministros também ressaltou a necessidade de mais ativos navais para a proteção de rotas estratégicas.
Contexto regional
A tensão no Estreito de Hormuz aumentou após movimentos recentes de Iran em resposta a ataques entre EUA e Israel. O estreito concentra parte significativa do trânsito global de petróleo e gás natural liquefeito, elevando a importância de ações internacionais coordenadas.
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