- A União Europeia discute como ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, mas rejeita as ameaças de Donald Trump à OTAN caso não receba apoio dos aliados.
- A alta representante para Política Externa, Kaja Kalas, sugeriu adaptar a missão naval Aspides para garantir a navegabilidade, apesar da relutância da Alemanha e da Espanha.
- O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, defende que o mandato de Aspides está correto e não precisa de alterações, destacando a prioridade pela desescalada do conflito.
- O ministro alemão dos Exteriores, Johann Wadephul, mostrou ceticismo sobre ampliar Aspides para além da proteção a navios no mar Vermelho, para abranger Ormuz.
- Além disso, Kalas sinalizou possibilidades como usar a operação já existente na região com ajustes, discutir iniciativas semelhantes às negociadas no mar Negro e explorar uma “coalizão de voluntários” para Ormuz, em meio a discussões com a ONU e a posição de oposição de outros países.
O tema central da reunião de ministros de Exteriores da UE em Bruxelas foi o possível fechamento do estreito de Ormuz em meio ao conflito entre Irã e aliados. A discussão também abordou as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, à OTAN caso não haja apoio para reabrir a passagem marítima.
Kaja Kallas, alta representante da UE, sugeriu adaptar o mandato da missão naval Aspides para garantir a navegabilidade, mas enfrenta resistência de Alemanha e Espanha. O objetivo é manter rotas seguras e evitar escalada militar na região.
José Manuel Albares, ministro espanhol, afirmou que o mandato atual de Aspides está adequado e que a prioridade europeia é a desescalada do conflito, não alterações estruturais. Países como Alemanha e Luxemburgo também destacaram a necessidade de cautela.
Mudança de tema: alternativa diplomática e medidas práticas
Kallas indicou que a UE avalia uma resposta mais rápida com a operação existente, com ajustes pontuais, caso haja consenso entre Estados-membros. A ideia é manter o estreito aberto por vias diplomáticas e logísticas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi informado sobre a possibilidade de uma iniciativa similar à que garantiu a saída de grãos pelo Mar Negro, envolvendo organizações internacionais e parceiros regionais.
Contexto regional e posição de países
A Estônia mencionou a chance de formar uma coalizão de voluntários, sem detalhes. Luxemburgo informou que ainda não é hora de acionar o Artigo 5º da OTAN. A posição da OTAN permanece sem decisão sobre atuação específica no estreito.
Johann Wadephul, ministro alemão, destacou a prioridade de buscar passos diplomáticos para encerrar a escalada. O ministro enfatizou a necessidade de clareza dos EUA e de aliados sobre objetivos de ataque para avançar.
Reações de líderes europeus
O ministro espanhol reforçou a linha de desescalada, pedindo retorno às negociações e fim aos lançamentos de mísseis. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer sinalizou apoio à abertura do estreito, mas sem confrontar diretamente Washington sobre ação militar.
Starmer divulgou que manteve conversa com Trump e que ambos destacaram a necessidade de reabrir o tráfego no estreito. O governo britânico trabalha com aliados da Europa e do Golfo para procurar uma solução viável.
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