- O presidente Donald Trump disse, a jornalistas a bordo do Air Force One, que talvez não fosse necessário proteger o Estreito de Hormuz, alegando que os EUA têm bastante petróleo.
- Ele pediu a aliados europeus e da Otan para entrarem na guerra no Irã, para ajudar a defender o estreito durante a maior interrupção de fornecimento de petróleo da história.
- Críticas seguraram reações imediatas nas redes sociais, com opositores dizendo que o comentário poderia alimentar um conflito desnecessário.
- Países como Austrália, França e Japão disseram que não enviariam navios de guerra; o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, pediu um plano viável para reabrir o estreito, sem envolver-se na guerra mais ampla.
- Trump também sinalizou que pode adiar viagem a um cúpula com Xi Jinping caso a China não apoie a proteção do estreito.
Donald Trump gerou reações negativas ao sugerir que a proteção do Estreito de Hormuz pode ser desnecessária, após pedir apoio de aliados para a guerra na Iran. A declaração foi dada a repórteres a bordo do Air Force One, durante a viagem de volta a Washington.
O mandatário afirmou que os países europeus e membros da Otan deveriam entrar no conflito para proteger o estreito, mas voltou a colocar em dúvida a necessidade da participação dos EUA. Segundo ele, os EUA são grandes produtores de petróleo e “podem não precisar” se envolver.
A fala ocorreu no contexto do maior rompimento de fornecimento de petróleo já registrado, ligado à guerra entre EUA e Israel contra a Iran. Críticos viram contradição entre o apelo por ajuda e a sugestão de que os EUA não precisam permanecer na região.
Reações internacionais
Diversos governantes e analistas criticaram o comentário de Trump, que foi visto como risco de ampliar o conflito. A pedido de ajuda, o presidente citou potenciais aliados, sem especificar nomes, e mencionou ter conversado com China, França, Japão, Coreia do Sul e outros.
Países como Austrália, França e Japão informaram que não planejam enviar navios de guerra. O premiê britânico afirmou trabalhar em um plano viável para manter o estreito aberto, sem se envolver na guerra mais ampla.
Contexto da operação
Enquanto Trump pressionava aliados a entrar no conflito, europeus destacavam a necessidade de evitar escalada. Em paralelo, a guerra já causava baixas e destruição em várias cidades iranianas, elevando a ansiedade entre os governos regionais.
O presidente manteve postura firme em entrevistas com meios de comunicação, inclusive com o Financial Times, onde disse que a Otan pode enfrentar um futuro “muito ruim” se não apoiar a defesa do estreito. Ele também mencionou a possibilidade de adiar viagem a um cume com o líder chinês.
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