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Suprema Corte analisa tentativa de encerrar proteção a haitianos e sírios

Supremo tribunal dos EUA analisa fim da proteção temporária para haitianos e sírios, afetando cerca de 1,3 milhão de pessoas

Protesters rally for Haitian Temporary Protected Status extension at Fort Lauderdale airport on 28 January 2026.
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  • O Supremo Tribunal dos Estados Unidos deverá ouvir, no próximo mês, o recurso da administração para terminar o Status de Proteção Temporária (TPS) de haitianos, sírios e outros refugiados.
  • O tribunal de maioria conservadora já havia autorizado, anteriormente, o fim das proteções para cerca de 600 mil venezuelanos, enquanto há disputas judiciais em curso.
  • A Justiça adiou, neste momento, a retirada imediata das proteções para aproximadamente 350 mil haitianos e 6 mil sírios, com a partir de recursos emergenciais do governo.
  • O Departamento de Segurança Nacional afirma ter poder exclusivo para encerrar as proteções, criadas originalmente como temporárias, enquanto defensores destacam que os países continuam em crise.
  • No total, cerca de 1,3 milhão de pessoas em TPS ao redor do mundo; o governo busca uma decisão ampla que impeça intervenções judiciais quando o DHS encerra a designação.

O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos vai analisar o pedido da administração de Donald Trump para encerrar a proteção temporária de status de proteção (TPS) para pessoas vindo de países em crise, entre eles Haiti e Síria. A decisão mantém as proteções por ora, permitindo que os beneficiários continuem morando e trabalhando legalmente no país.

O tribunal de maioria conservadora já havia apoiado anteriormente a agenda do governo e permitiu o fim do TPS para venezuelanos, totalizando cerca de 600 mil pessoas. A avaliação sobre Haitianos e Sírians ocorre em meio a disputas judiciais em várias peças processuais.

Anteriormente, o governo entrou com recursos emergenciais após tribunais de segunda instância interromperem o fim imediato do TPS para 350 mil haitianos e 6 mil sírios. O Departamento de Segurança Interna sustenta que cabe ao DHS decidir o término.

Defensores de imigrantes argumentam que, apesar de melhorias condicionais, houve crises contínuas em Haiti e na Síria, tornando inseguro o retorno de muitos cidadãos. A defesa afirma que o DHS tem autoridade exclusiva sobre o término do programa.

Tribunais de Nova York e de Washington DC suspenderam temporariamente o fim das proteções, com decisões que apontam possíveis elementos de hostilidade a imigrantes não brancos. Recursos judiciais mantêm as medidas atuais.

Ao todo, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas que vivem em diferentes países sob TPS enfrentam incertezas. O governo busca uma decisão ampla que impeça intervenções judiciais quando o DHS encerra a designação.

Autoridades ressaltam que as condições nos países afetados melhoraram e negam motivação racial. O TPS permite residência e trabalho legais, sem conceder caminho para cidadania. A administração tem reiterado a intenção de terminar o TPS para vários países no próximo período.

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